O segundo San-São, em quatro dias, não teve grandes emoções e terminou empatado na Vila (Silvio Luiz/AT) O Santos ampliou o jejum para sete jogos na temporada, ao empatar com o São Paulo em 1 a 1, na noite desta quarta (4), na Vila Belmiro, pela segunda rodada do Brasileirão. Num clássico equilibrado, mas sem grandes emoções, a torcida santista xingou e cobrou o presidente Marcelo Teixeira e o diretor de futebol, Alexandre Mattos em vários momentos do confronto. O empate tirou o Peixe da zona de rebaixamento, com 1 ponto, mas a equipe ainda pode ser ultrapassada no complemento da rodada. O Santos parte agora para outra missão: sair da zona de perigo do Paulistão. Em 14º lugar, com 6 pontos, uma posição acima da área de risco, o Peixe enfrenta o Noroeste, 13º, com 7, neste domingo (8), às 16 horas, em Bauru. O primeiro time na zona de descenso é o Velo Clube, que tem 4. Como foi o clássico Vojvoda fez cinco alterações em relação ao time que perdeu o San-São de sábado passado, no MorumBis. Trocou os laterais Igor Vinícius e Vini Lira por Mayke e Escobar, sacou Zé Ivaldo para a entrada de Luan Peres, trocou Miguelito por Zé Rafael e escalou Rony em lugar de Rollheiser. O Santos pressionou nos minutos iniciais, enquanto o Tricolor se postou no campo de defesa, apostando nos contragolpes. Mas o duelo era monótono, sem lances de perigo e muitas faltas. A primeira chance só saiu aos 28 minutos. Gabigol errou um passe na defesa e armou o ataque são-paulino. A bola chegou a Bobadilla, que encheu o pé, da entrada da área, e Gabriel Brazão fez grande defesa. Nervoso, o time santista tinha dificuldade na saída de bola e o Tricolor quase abriu o placar, aos 34. Em bola recuperada perto da área, Tapia tabelou com Bobadilla, recebeu dentro da área e bateu cruzado, muito perto da trave esquerda. O Santos só ameaçou no final da etapa. Aos 43, Rony cruzou da esquerda e Gabigol cabeceou perto do travessão, mas o camisa 9 estava impedido. Aos 48, João Schmidt deu belo passe para Barreal, que entrava na área pela esquerda, mas o chute saiu em cima de Rafael, que encaixou. Pressionando, o Peixe achou o gol. Aos 49, Adonis Frías mandou uma bomba de fora da área, Rafael rebateu para o meio da área e Zé Rafael aproveitou, deslocando o goleiro para fazer 1 a 0. Empate O Alvinegro voltou à etapa final com João Basso em lugar de Adonis Frías, que levou cartão amarelo no primeiro tempo. Estreante na temporada, Basso havia feito o último jogo pelo Peixe em julho do ano passado, no empate em 2 a 2 com o Sport, em Recife, pelo Brasileirão. Controlando o jogo, o Santos quase fez o segundo, aos 9. Gabigol pegou sobra de fora da área e bateu, a bola desviou na defesa e saiu rente à trave esquerda. O Tricolor fez três alterações, com as entradas de Lucas Moura, Marcos Antônio e Luciano. E assustou aos 18, em cobrança de falta de Lucas Moura, perto da linha da grande área, que Brazão encaixou no meio do gol. O empate saiu aos 20. Lucas Moura cruzou da direita, Calleri subiu mais do que João Basso e cabeceou para empatar. Luciano, aos 32, tentou uma bicicleta, mas a bola saiu torta, longe, à esquerda do gol A igualdade no placar irritou mais uma vez a torcida e o jogo ficou truncado. Vojvoda fez mais quatro alterações, buscando dar mais ofensividade à equipe. A única chance, porém, foi aos 41, em cobrança de escanteio fechada, que a bola atravessou à frente do gol. Nos acréscimos, João Schmidt cabeceou torto para o gol, após bola levantada para a área em cobrança de falta. Sem mais tempo, o time terminou o jogo sob vaias e a torcida, mais uma vez, protestou contra Marcelo Teixeira.