Pedro Martins chegou em dezembro e é o segundo diretor-executivo da atual gestão santista (Vanessa Rodrigues/AT) O Santos deve anunciar nesta quarta (28) a saída do diretor-executivo Pedro Martins. O dirigente pediu demissão do cargo nesta terça (27), mas o Alvinegro não oficializou o desligamento do profissional, contratado em dezembro de 2024. A relação de Martins com a diretoria vinha se desgastando desde a demissão do técnico Pedro Caixinha. Enquanto declarações e decisões de Martins geraram ruído, a ingerência de membros da gestão no dia a dia do clube não era bem digerida pelo diretor. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Pedro Martins é o segundo CEO da gestão de Marcelo Teixeira. Quando foi apresentado, no dia 23 de dezembro passado, o Alvinegro tinha Paulo Bracks no cargo. Realocado para outra função com a chegada de Martins, Bracks deixou o Santos no dia 20 de janeiro. Na apresentação de Martins, ao lado do presidente Marcelo Teixeira, o diretor-executivo anunciou a contratação de Caixinha, que chegaria com contrato até o final de 2026. “A prioridade da gestão era a contratação de nova filosofia e metodologia para as temporadas 2025 e 2026”, anunciou Teixeira na ocasião. Apesar do discurso do presidente, o treinador durou pouco mais de três meses no cargo. Com um desempenho pífio à frente do time (17 jogos, com seis vitórias, quatro empates e sete derrotas), ele foi demitido no dia 14 de abril, data de aniversário de 113 anos do Peixe. “O saudosismo vai matar o Santos” A demissão de Caixinha incomodou Pedro Martins, que no anúncio do português, em dezembro, afirmou que o técnico tinha “a identidade do clube”. No dia 15 de abril, um dia após a queda do treinador, o diretor-executivo disse, em entrevista na Vila Belmiro, que a saída do treinador era “uma derrota para a instituição”. Numa avaliação crítica sobre o que viu no clube nos primeiros 100 dias de trabalho, Martins disse uma frase que incomodou muitos santistas. "O Santos é um clube que precisa ter muito orgulho do seu passado, mas tem que saber a diferença entre orgulho e saudosismo. O saudosismo vai matar o Santos". Não foi apenas a frase que não caiu bem. O desgaste prosseguiria após se tornar público que a multa de Caixinha pela rescisão do contrato era superior a 2 milhões de euros (cerca de R\$ 15 milhões). Como previsto no documento, o valor teria que ser pago à vista, 10 dias após o rompimento do vínculo. Como não recebeu, o treinador acionou o Santos na Fifa. Com a saída de Pedro Martins, o Alvinegro está em busca de um novo diretor para a função.