Em mais uma jornada infeliz, o Santos foi derrotado e saiu de campo sob protestos da torcida (Alexsander Ferraz/AT) Com Neymar no camarote da Vila Belmiro e o time sendo vítima da lei do ex, o Santos protagonizou mais um capítulo vexatório no Brasileirão. Na noite deste domingo (27), foi derrotado pelo Red Bull Bragantino, por 2 a 1, com gols de Sasha e Laquintana, e caiu para a vice-lanterna do campeonato, com 4 pontos. Deivid Washington descontou nos acréscimos. Com a quarta vitória consecutiva, o Massa Bruta chegou à vice-liderança, com 13 pontos. Antes de tentar uma reação no Brasileirão, no domingo (4), contra o Grêmio, às 16 horas, em Porto Alegre, pela sétima rodada, o Alvinegro estreia na Copa do Brasil. Nesta quinta-feira (1º), a equipe recebe o CRB, no jogo de ida da terceira fase, às 18 horas, na Vila. O jogo de volta será no dia 22 de maio, em Maceió-AL. O jogo O Santos começou o jogo sofrendo com a marcação sob pressão do Red Bull Bragantino na saída de bola. Improvisado na lateral direita, o zagueiro Luisão aparecia bem defensivamente. Aos poucos, o Peixe conteve o ímpeto inicial do Massa Bruta e criou algumas chances de abrir o placar. Na primeira, aos 18, Zé Ivaldo cabeceou perto do poste esquerdo, após cobrança de escanteijo de Rollheiser. Aos 22, Tiquinho quase conseguiu aproveitar sobra de bola, depois de cobrança de falta de Rollheiser, mas o tiro saiu travado. Rollheiser comandava as ações ofensivas e, aos 26, arrancou pelo meio a abriu na ponta direita para Gabriel Veron, que entrou na área e bateu cruzado, mas Cleiton mandou a escanteio. O Bragantino respondeu em três lances seguidos, mas Gabriel Brazão salvou o Santos. Aos 32, o goleiro defendeu tiro cruzado de Sasha e na sequência, salvou com o pé a batida de Lucas Barbosa. Aos 38, Brazão impediu, de novo, que Sasha abrisse o placar com um toque de letra. No rebote, o atacante, ex-Santos, mandou para fora. Segundo tempo A etapa final começou com o Bragantino mais uma vez desperdiçando uma chance de abrir o placar, aos dois minutos. Lançado pela direita, Lucas Barbosa correu nas costas de Escobar e, dentro da área, desequilibrado pelo lateral, tocou por cima de Brazão, mas a bola saiu pela linha de fundo. Melhor na volta do intervalo, o Massa Bruta rondava a área e era perigoso em cobranças fechadas de escanteio. Com dificuldade na criação, o Peixe chegou bem aos 11, em tiro de fora da área de Diego Pituca, que passou perto da trave esquerda. Aos 13, após cobrança de escanteio, João Schmidt raspou de cabeça e a bola passou perto do gol. Aos 17, Luisão errou na saída, perdeu a bola para Vinicinho, que acionou Sasha. Com categoria, o atacante dominou e bateu no ângulo esquerdo, sem chances para Brazão. O gol irritou a torcida, que cobrava o time. O interino César Sampaio decidiu mexer, mas Guilherme, o mais vaiado, não saiu. Deixaram o campo Luisão e Gabriel Veron para as entradas de Aderlan, que voltou a jogar nove meses depois de uma cirurgia no joelho esquerdo, e Deivid Washington. Minutos depois, mais mudanças. Pituca e Guilherme deram lugar a Hyan e Matheus Xavier, atletas da base. As alterações, porém, não mudaram o cenário. Exposto, o Santos levou o segundo num contragolpe. Laquintana, que jogou no time em 2024, avançou sozinho e mandou uma bomba de fora da área, mas Brazão não segurou: 2 a 0. Abatida, a equipe ainda conseguiu descontar, com um gol de Deivid Washington, aos 48, mas já era tarde. Não havia tempo para o empte e o time terminou o jogo de forma melancólica, sendo vaiado pelos poucos mais de 7 mil torcedores que presenciaram mais um vexame no campeonato.