Sampaoli treinou o Santos em 2019 (Ivan Storti/Santos FC/Arquivo) O técnico Jorge Sampaoli afirmou nesta segunda (18) que foi procurado pelo Santos, mas condicionou o seu retorno à Vila Belmiro com a contratação de reforços. Sem dinheiro em caixa, após investir pesado na montagem do elenco para esta temporada, o Peixe teria dificuldades para atender ao treinador, que tem o histórico de exigir atletas renomados e caros. Desde janeiro, o Alvinegro já contratou 15 atletas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Chegaram ao clube os zagueiros Luisão e Zé Ivaldo, os laterais Leo Godoy, Igor Vinícius e Mayke; os volantes Zé Rafael e Willian Arão, o meia Thaciano e os atacantes Neymar, Deivid Washington, Tiquinho Soares, Rollheiser, Gabriel Veron, Barreal e Gustavo Caballero. Dos contratados, dois já deixaram o elenco. O lateral Leo Godoy, que veio emprestado pelo Athletico-PR, foi liberado porque recebeu proposta do Independiente, da Argentina. E o atacante Gabriel Veron, que chegou de empréstimo do Porto, mas foi repassado ao Juventude, nesta janela de transferências, após não render em campo e ter problemas disciplinares. O zagueiro Zé Ivaldo, emprestado pelo Cruzeiro até o final do ano, deixou de ser relacionado nas últimas partidas por seguidas falhas defensivas, mas continua no clube. Gastos excessivos Somente com Neymar, o Santos gasta mais de R\$ 4 milhões mensais de salários. Para trazer o camisa 10 de volta à Vila, o clube assumiu o compromisso de pagar US\$15 milhões (cerca de 85 milhões) à NR Sports, empresa do pai de Neymar, até o final de 2026. O atacante Benjamin Rollheiser também foi outro dos grandes investimentos feitos pelo Alvinegro na temporada. O argentino custou 11 milhões de euros (cerca de R\$ 65 milhões), que serão pagos parceladamente ao Benfica. Os prós e contras de Sampaoli No Santos, o nome de Sampaoli não é unanimidade. O temperamento do argentino, conhecido por não ser muito amistoso nos bastidores, aliado à exigência por contratações caras, é visto por alguns como um risco, num momento em que o clube precisa de paz, após o massacre sofrido contra o Vasco, domingo, no MorumBis. Por outro lado, Sampaoli blindaria a diretoria, já que é venerado por parte da torcida. A lembrança do bom trabalho no Brasileirão 2019, quando o Santos foi vice-campeão, com uma equipe intensa e ofensiva, ainda é forte no imaginário dos santistas. Reapresentação e treino Com outros nomes sendo cogitados na Vila Belmiro, como Tite e Juan Pablo Vojvoda, que em princípio não estariam dispostos a assumir o time neste momento, o Santos volta aos treinos nesta terça (19), às 14h30, no CT Rei Pelé. Os auxiliares Matheus Bachi, filho de Tite, e Vinicius Marques Oliveira, e o preparador físico Fábio Mahseredjian, que permaneceram no clube após a demissão de Cleber Xavier, vão comandar os trabalhos, junto com Cesar Sampaio, da comissão técnica fixa, até a definição do novo técnico.