Reunião do Conselho Deliberativo será realizada nesta quinta (9), na Vila Belmiro (Alexsander Ferraz/AT) O Conselho Deliberativo (CD) do Santos marcou para quinta (9), às 19 horas, sessão extraordinária para apresentação das propostas de alteração do Estatuto Social. Entre as mudanças formuladas pela Comissão de Estatuto (CE) estão a adequação do regimento à criação de uma SAF (Sociedade Anônima do Futebol) e mudanças que envolvem o processo eleitoral do clube. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O atual estatuto prevê que, numa transformação em SAF, o Alvinegro ficaria com 51% das ações. Na nova redação, formulada após consultoria do advogado Rodrigo Monteiro de Castro, coautor de projetos de lei que deram origem à Lei da SAF no Brasil, um grupo interessado em investir no Alvinegro poderia deter a maior parte das ações. “O Santos não deixará de ser clube associativo e vai poder fazer uma Sociedade Anônima do Futebol ou uma Sociedade Empresária. O grupo (interessado) tem direito a formar a sociedade, não comprar, com até 90% (das ações). E 10% do Santos”, exemplifica Celso Pires, presidente da CE. Pires refutou as críticas, comuns em postagens de torcedores e de grupos santistas nas redes sociais, de que as mudanças estariam sendo feitas rapidamente para atender aos interesses da atual gestão. “São 16 meses que estamos trabalhando na reforma do Estatuto. Então, não foi feita a toque de caixa”. Mudanças nas eleições Outro tema que também provoca debates são as alterações sobre o processo eleitoral no clube. Hoje, o sócio pode participar do pleito com três anos de associação, enquanto o candidato a presidente não precisa ter cumprido mandato no Conselho Deliberativo. Na nova proposta, o sócio só teria direito a voto após cinco anos de associação e o candidato a presidente teria que cumprir três mandatos (de três anos) consecutivos ou alternados no CD. “Nós vamos ter que ter um conselho de santista raiz. Aumentamos esse período porque é muito fácil para um empresário de futebol pagar um período de três anos e registrar mil sócios, como o Santos já correu esse risco, e eleger um presidente”, justifica Pires. Após a apresentação da nova redação, nesta quinta, a Comissão de Estatuto dará um prazo, entre uma semana e 15 dias, para que os conselheiros apresentem emendas. Após esse período, a comissão terá 15 dias para analisar e definir se acata as sugestões. Definidas as alterações, a comissão convoca o CD para votar, em bloco, a aprovação ou não do novo estatuto. São necessários dois terços dos conselheiros para a validação das mudanças, que também precisam ser referendadas por dois terços na Assembleia Geral de Sócios.