Manoel Maria, Rony e Giovanni posaram para fotos (Reprodução) Apresentado oficialmente na tarde desta terça-feira (3), na Vila Belmiro, o atacante Rony falou do privilégio de jogar no Santos, dos sacrifícios que teve que passar no início da carreira e da importância de vencer o San-São, para dar uma resposta à torcida. O Peixe enfrenta o Tricolor no Alçapão nesta quarta (4), às 20 horas, pela segunda rodada do Brasileirão. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! "Estou muito feliz por estar na casa de um Rei, agora de um príncipe. Não tenho palavras para descrever a minha felicidade. Eu vinha na van pensando em quanto eu sou privilegiado por fazer parte disso. Muitas vezes, a gente vê atletas lutando para ter uma oportunidade, para ter chance de estar em algum clube. O Giovanni e o Manoel Maria sabem o quanto é difícil sair do Pará. E eu sou privilegiado em sair do interior e ter ganhado tudo o que eu ganhei. Só a gente que passa sabe o quanto é difícil chegar num clube como o Santos", disse Rony, apresentado ao lado dos dois ex-craques alvinegros que, assim como ele, são paraenses. O atacante estreou no jogo de sábado (31), entrando no segundo tempo da derrota para o São Paulo por 2 a 0, no MorumBis, pela sexta rodada do Paulistão. Apesar de já ter sentido a emoção de vestir o manto santista, Rony não escondeu a ansiedade de atuar na Vila Belmiro. "Estou ansioso, não para fazer o primeiro gol, mas amanhã (quarta) para encontrar a torcida. Joguei contra e vi o carinho da torcida com os seus atletas. Estou ansioso para encontrar eles aqui na Vila. Que possa ser uma grande noite, a gente possa fazer um grande jogo e eles (torcedores) possam sair felizes. E, com certeza, se eu fizer um gol, vou ficar ainda mais feliz". Mudança de postura Ciente da responsabilidade de conquistar uma vitória, após uma sequência de seis jogos sem vencer, Rony lembrou da cobrança feita por Gabigol, após o revés para o São Paulo. "Como o Gabriel falou, nós temos que mudar a nossa postura. Eu cheguei há pouco tempo, mas me incluo nisso, pela experiência que eu tenho. A gente tem que mudar a forma de competir, lutar por cada partida e acredito que a gente tem que se unir mais ainda. Cada atleta tem o seu valor, está aí porque a gente tem condição de competir e o treinador acredita em cada um. Os torcedores podem acreditar, cobrar também. Clássico não se joga, se ganha. No último, a gente não ganhou e não jogou. Perder clássico é muito doído. Os torcedores precisam ser mais representados dentro de campo. Acredito que, pela conversa que tivemos depois (do jogo), nós vamos mudar nossa postura de jogar". Parceria com Neymar? A ansiedade em estrear na Vila se soma à possibilidade de atuar ao lado de Neymar, que tem chances de ser relacionado para o clássico. O camisa 10 vem treinando com bola, após se recuperar da cirurgia no joelho esquerdo, mas ainda não está confirmado para atuar no San-São. "Se o professor (Juan Pablo Vojvoda) me colocar para jogar com o Neymar, que honra e privilégio jogar ao lado desse cara, um cara sensacional. Só de você estar do lado dele, você consegue ter alegria para jogar. Ele consegue pensar coisas que muitas vezes você não pensaria, da forma como ele conduz a bola, como vai achar um passe, acho que não vou nem dormir amanhã (risos)". 'Eu sou um vencedor' Relembrando os primeiros passos na carreira, no Pará, Rony se emocionou ao falar dos sacrifícios que teve que fazer para conquistar o seu espaço no futebol brasileiro. Especialmente no Palmeiras, onde integrou a equipe na fase mais vencedora da história do clube. "Eu posso dizer hoje que sou um vencedor. Quem conhece a minha história me conhece, sabe o que eu passei. É muito difícil, mas eu fiz, porque Deus me permitiu fazer. Fiquei muitas vezes sem comer para ir treinar, não gastei o dinheiro que eu tinha pra pagar minha passagem. E o Giovanni pode dizer, tanto quanto eu, como era difícil treinar na base do Paysandu e do Remo. Às vezes, passa um filme na cabeça, eu assistia aos jogos na TV e tudo o que pensava era: um dia eu vou jogar ali, ter a oportunidade de jogar a Série A. Hoje, quando dificuldades aparecem, eu lembro de tudo o que aconteceu lá atrás e hoje é fichinha. Deus me amadureceu como profissional e me sinto um cara preparado para todos os desafios que tenho pela frente".