Argentino Benjamín Rollheiser foi apresentado como novo reforço do Santos (Alexsander Ferraz/AT) Apresentado na tarde desta segunda (17), na Vila Belmiro, o atacante Benjamín Rollheiser disse que as conversas com Neymar e o técnico Pedro Caixinha foram determinantes para ele decidir jogar no Santos. Contratado junto ao Benfica, de Portugal, numa transação que pode chegar a 11 milhões de euros (cerca de R\$ 66 milhões), com o cumprimento de metas, o argentino também estava na mira do Botafogo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! "Foi uma negociação complicada até o último dia. Tomamos uma decisão conjunta com o empresário, família. As ligações do Pedro Martins (diretor-executivo) e do Pedro Caixinha foram importantes para tomar a decisão correta. Venho para um clube com grande potencial, que quer voltar a conquistar coisas importantes. Tive a oportunidade de falar com o Ney (Neymar), que é um pilar para o Santos e para o futebol mundial. Ele te chamar e falar coisas, o que ele precisa, é um orgulho muito grande e fator determinante para tomar a decisão". Prestes a dividir o gramado com o camisa 10 santista, o argentino destacou a experiência e humildade do craque no dia a dia com os colegas de time. "Todos sabem a classe que tem o Neymar, a importância a nível mundial. Ter ele como companheiro é um aprendizado constante. Vamos aprender muito com ele, ele sempre está disposto a ajudar os companheiros. Isso é uma das coisas valorosas sobre ele, a humildade que ele tem. Seguir conduzindo meu caminho. Hoje ao lado dele, que é um ídolo do futebol mundial". Resenha com Pedro Caixinha Bater um papo com o treinador com quem vai trabalhar também foi outro diferencial que fez Rollheiser escolher o Alvinegro da Vila. O Botafogo, que concorria cabeça a cabeça com o Peixe pelo atacante, ainda não contratou o técnico para a temporada, sendo comandado por um interino. "Foi importante a ligação do Pedro (Caixinha). Saber que o técnico quer contar conosco é importante. O Botafogo não tinha técnico. Isso também é contraproducente para o jogador, chegar a uma instituição que não sabe com qual técnico irá trabalhar. A chamada dele foi importante para mim e para todos que trabalham comigo. Foi um fator importante para eu chegar aqui", confirmou o atacante. Nas conversas com Caixinha, Rollheiser também falou sobre as preferências de posição no campo de jogo. "Tive conversa com o Pedro antes de vir. Ele me explicou o funcionamento do time, onde eu podia ser útil para o jogo do time. Meu forte sempre foi pela ponta direita ou solto mais à frente. Expliquei onde me sinto melhor, ele me falou sobre as posições. Chegamos a um acordo sobre onde ele pode me utilizar". Jogo só no mata-mata Como a transação para contratar o argentino demorou mais do que o esperado, o Santos não conseguiu inscrevê-lo a tempo de disputar a primeira fase do Paulistão. Para entrar em campo, Rollheiser vai ter que segurar a ansiedade e esperar o time confirmar a classificação para as quartas de final. Restam apenas dois jogos, nesta quarta (19), na Vila, contra o Noroeste, e neste domingo (23), contra a Internacional, em Limeira. "Sabia que não estava inscrito. Tenho que esperar três partidas. Se passarmos irei somar. Mas com vontade e desejo de treinar com o time. Quando cheguei tive gripe e estou fazendo condicionamento físico pra treinar com o grupo. Mas vinha treinando, bem fisicamente. Não tinha o ritmo, mas passando os jogos estarei bem".