Há quase dois anos no cargo, Marcelo Teixeira disse que trabalho de reestruturação é difícil (Raul Baretta/Santos FC) A situação do Santos no Brasileirão, à beira da zona de rebaixamento do Brasileirão, é preocupante, mas para o presidente Marcelo Teixeira, o clube vai “chegar no objetivo”. Batendo na tecla da “reestruturação”, palavra muito usada pelo dirigente desde que assumiu o clube, em janeiro de 2024, ele disse, em entrevista ao Barbacast, nesta terça (27), que, em quase dois anos de gestão, os “caminhos estão sendo trabalhados”. "Quando se faz uma pergunta, se faz pergunta ao comandante do clube. O comandante do clube tem que mostrar a firmeza dos propósitos e os caminhos que estão sendo trabalhados. Estou convicto do que está sendo feito. Se formos pensar no (jogo contra o) Corinthians, vemos a expectativa que representa o potencial do nosso grupo. Depois situação completamente adversa. E esse é o Campeonato Brasileiro. O Santos vive momento diferente, atípico, diferente do que é a história. Mas vamos chegar no objetivo. Só que requer tempo. Estou no clube há um ano e 10 meses. Concluímos o principal objetivo, de sair da Série B, e agora é uma reestruturação, que não é fácil", comentou Teixeira. O Alvinegro é o 16º colocado, com 31 pontos, mesma pontuação do Vitória, 17º e primeiro time na zona de rebaixamento. Nos critérios de desempate, o Santos leva vantagem por ter oito vitórias, contra sete do time baiano, que também fez um jogo a mais. Elenco “excelente” O presidente santista classificou o elenco montado para a temporada como “excelente” individualmente, apesar de o time ter um dos piores ataques e uma das defesas mais vazadas do Brasileirão. O Alvinegro tem o sétimo pior ataque, com 28 gols em 28 jogos, à frente apenas do Ceará e Vitória (com 27 gols cada), Atlético-MG e Fortaleza (26), Juventude (23) e Sport (21). No sistema defensivo, o Peixe tem o oitavo pior, com 40 gols sofridos nas 28 partidas. Sete times levaram mais gols que o Alvinegro: Vasco e Internacional (41 gols cada), Vitória (43), Red Bull Bragantino, Fortaleza e Sport (44) e Juventude (53). “Se você avaliar o plantel do Santos individualmente, é excelente. Um plantel que não condiz com a classificação que está. Tivemos problemas na formação da comissão técnica. Trouxemos o Pedro Caixinha, era quase uma unanimidade. Pensamos em trabalho de dois anos, mas ele não foi tão bem. Percebemos a necessidade de mudança. Eu não gosto de mudar comissão técnica. Tivemos a mesma pressão da torcida no ano passado com o Carille. Oscilamos, mas tinha consistência no trabalho e o objetivo era subir. Que foi o que aconteceu. Sustentamos o Carille. Diferente do Pedro Caixinha”, explicou Teixeira. O cartola não citou o período em que o time foi dirigido por Cléber Xavier este ano, mas elogiou o trabalho de Juan Pablo Vojvoda . “E agora estamos com o Vojvoda. Não podemos fazer tantas exigências, mas já apresenta resultados. Oito jogos, duas vitórias, quatro empates e duas derrotas. Derrota dura contra o Vitória. Já estaríamos planejando algo melhor se vencêssemos. Temos 10 jogos e já iniciamos o planejamento de 2026, de forma já diferente, pensando na comissão e elenco que temos”, garantiu.