Caixinha fez boa temporada no Bragantino em 2023, mas com um elenco inferior, foi demitido em outubro passado (Ari Ferreira/Red Bull Bragantino.) A contratação de Pedro Caixinha, segundo o novo CEO do Santos, Pedro Martins, foi determinada pelo perfil do técnico, que tem como características, a adoção de um estilo de jogo ofensivo e o aproveitamento de jogadores das categorias de base. O projeto do Alvinegro foi outro diferencial, de acordo com Pedro Martins, para convencer o português de que o Santos era a melhor opção para a continuidade da carreira. “O Pedro Caixinha faz sentido para a identidade do clube. Ele trabalha bem com jovens, sempre procura um jogo intenso e agressivo. É uma equipe que busca o gol, que tá com fome. E ele quer projeto. Quando sentamos para conversar, a primeira coisa que ele fala é não olhar só a camisa do clube, é o que o clube tem de pretensão e como ele avaliará o trabalho”, afirmou Pedro Martins. O novo CEO santista disse que a partir do momento que começou a negociar com o Santos, lhe foram apresentados nomes de treinadores que estavam no radar do clube. Ele, então, viu no português o nome ideal para comandar o Peixe nas duas próximas temporadas. “Existiam nomes na mesa. Situações já compreendidas em relação a valores pedidos, maneira de jogar. Já tinha um mapa. O que eu fiz com o presidente (Marcelo Teixeira) foi entender a visão e trazer para o operacional”, disse Martins, frisando o que considerou um dos pontos-chave para fechar com o treinador. “Quando o clube liga (para um técnico), a maioria só fala sobre sucesso, mas não como vai avaliar o trabalho, os níveis de integração. Todos esses pilares são fundamentais. Conversei com ele (Caixinha) sobre esses pilares e ele achou que o projeto do Santos era o melhor”, garantiu. E o orçamento? Consciente sobre o momento de reconstrução pelo qual passa o Santos, Pedro Caixinha sabe, segundo Martins, que não terá um grande orçamento à disposição para investir na equipe em 2025. Isso, no entanto, não foi empecilho para que as duas partes chegassem a um acordo. “Obviamente ele (Caixinha) perguntou o orçamento, sobre montagem de equipe competitiva. Mas não foi o foco principal. O foco foi o planejamento do Santos, o que pensamos para o futuro e a integração dele no projeto de maneira ampla”, apontou Martins.