Santos e WTorre aguardam sinal verde da Prefeitura para começar as obras (Divulgação) A nova arena do Santos Futebol Clube está cada vez mais próxima de sair do papel. Orçada em cerca de R\$ 700 milhões e executada pela WTorre, a obra ainda depende da aprovação do estudo pelo município e da arrecadação via pré-venda de espaços no estádio. Em julho, o projeto avança para a próxima etapa com a apresentação pública do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). Confira abaixo o que o clube e a construtora propõem. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o EIV, elaborado pela Consultoria, Planejamento e Estudos Ambientais (CPEA), a nova arena ocupará uma área total construída de aproximadamente 68 mil m² e será erguida no mesmo terreno onde funciona atualmente a Vila Belmiro. O projeto prevê a ampliação da capacidade atual – hoje limitada a 16.068 torcedores – para 30.040 lugares. A nova arena será dividida em quatro setores: Arquibancada, com 20.484 assentos; Arquibancada superior, com 2.655; Deck premium, com 5.306; e Camarotes, com 1.595 lugares. Além disso, haverá uma modernização da estrutura para que, além de eventos esportivos e culturais, a arena também possa receber grandes shows, eventos sociais e tenha novos espaços de visitação, como lojas, restaurantes e área de coworking. A estrutura externa também foi pensada para homenagear grandes ídolos do clube, incluindo projeções com a imagem de Pelé e adaptações ao atual Memorial das Conquistas, que deverá passar por processo de desmobilização para possível realocação na nova arena. Parte externa da arena terá homenagens aos ídolos do clube (Divulgação) Há também a previsão de estacionamento com 265 vagas para veículos – um avanço em relação à estrutura atual, que não possui vagas próprias. Dentre essas vagas, haverá espaços reservados para motos, bicicletas, idosos e pessoas com deficiência. Expectativa Segundo o estudo, os impactos negativos da obra serão “poucos e de baixa e média significância”. Ainda conforme o EIV, a escolha de manter a arena no mesmo local contribui para reduzir efeitos adversos, já que o estádio original funciona há mais de 100 anos no bairro, que já conta com infraestrutura consolidada – como vias pavimentadas, iluminação pública e acesso a transporte coletivo, incluindo VLT e rodoviária. Obras e financiamento A construção será feita pela WTorre, que também é responsável por outros projetos de modernização de arenas no Brasil, como o Allianz Parque, estádio do Palmeiras, em São Paulo, e a Arena MRV, nova casa do Atlético-MG, em Belo Horizonte, Minas Gerais. A previsão é que toda a implantação da nova arena – desde a demolição da estrutura atual até a conclusão da construção – leve cerca de três anos, com custo estimado em R\$ 700 milhões. O início das obras, no entanto, além do parecer da Prefeitura, ainda depende da arrecadação de recursos por meio da comercialização de cadeiras cativas, camarotes e outros espaços, que serão disponibilizados em uma pré-venda. Segundo o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, a campanha de vendas deve começar em agosto deste ano. Prefeitura aguarda parecer final A audiência pública para a apresentação do estudo está marcada para o dia 14 de julho, às 18h, no Salão de Mármore do Estádio Urbano Caldeira (Rua Princesa Isabel, s/nº, Vila Belmiro), e será conduzida pela Comissão Municipal de Análise de Impacto de Vizinhança (Comaiv). Também estarão presentes representantes do Santos Futebol Clube, técnicos responsáveis pelo estudo e a participação será aberta à população. No evento, o EIV será analisado pela Comaiv, que deve emitir um parecer técnico com base nas contribuições da população e dos órgãos envolvidos. A partir desse parecer, a Prefeitura de Santos decide se autoriza ou não a realização do empreendimento. Se aprovado, o projeto segue para a fase de licenciamento, incluindo a emissão do alvará de construção, o que libera oficialmente o início das obras. A audiência pública é, portanto, a última etapa de consulta antes da decisão final do município.