A reunião, que foi realizada na noite desta segunda-feira (14) no Salão de Mármore da Vila Belmiro durou cerca de 2h30 e debateu cenários pré e pós-obra (Daniel Rodrigues/AT) O Santos deu mais um passo para a construção do seu novo estádio. Representantes do clube, da Prefeitura e da construtora WTorre se reuniram na noite desta segunda-feira (14), na Vila Belmiro, com os moradores do bairro para apresentar, de forma detalhada, o projeto da nova Vila. Agora, dependerá da aprovação da Administração Municipal para que o projeto da arena avance. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Caso aprovado, o projeto seguirá para uma nova fase, de licenciamento, incluindo a emissão do alvará de construção, o que libera oficialmente o início das obras. A audiência pública foi a última etapa de consulta antes da decisão final da Prefeitura sobre a aprovação da construção. O evento teve a participação de munícipes e torcedores, que tiraram dúvidas. Foram apresentados os impactos positivos e negativos que a construção e a implementação da arena trarão ao bairro e à Cidade. O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, não estipulou prazos e disse que o contrato está formalizado e pronto, apenas dependendo da aprovação. “O que nós temos que ter como cautela são essas fases da Prefeitura. Pode ser que no projeto existam outros valores de contrapartidas que nós não temos conhecimento. Se ocorrer algo diferente, vai ter diferença no contrato”, conta Teixeira. Com o projeto aprovado, um dos primeiros passos, segundo o presidente, será colocar à venda cadeiras e camarotes para angariar recursos para o novo estádio. A obra está orçada em cerca de R\$ 600 milhões, segundo o dirigente. Ela deverá demorar três anos. Arena do Santos FC terá capacidade para mais de 30 mil torcedores (Divulgação) Preocupação Gilberto Coelho, presidente da Sociedade de Melhoramentos da Vila Belmiro e representante dos 8.700 moradores do bairro, disse que a audiência foi importante para dar voz aos moradores. Ele contou que entregou para o clube, construtora e Prefeitura um dossiê elaborado junto aos munícipes e ao comércio local. Coelho afirma que os moradores não são contra a obra, mas querem saber como será esse novo projeto. Eles estão preocupados com a mobilidade, logística e outros pontos que tanto a obra quanto a implementação podem impactar. “A segurança é um fator que os moradores pedem também. Se hoje temos 10 mil frequentadores aqui no estádio, com 30 mil vamos ter que aumentar, inclusive, o efetivo de policiamento. Tem também a questão da logística, porque a capacidade vai dobrar”, especula o presidente. Outra preocupação é com eventuais acidentes, que podem dificultar o socorro a vítimas. “As ruas são muito pequenas. Então, hoje, se você deixar um carro estacionado de um lado, dificilmente já está passando outro. Como é que a gente vai transitar tudo isso, ter essa mobilidade do trânsito aqui dentro?”. Prefeitura apoia O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Glaucus Farinello, contou que um estudo feito pelo Santos e pela WTorre foi disponibilizado na internet para consulta e contribuições. “Agora (essa audiência) é mais uma etapa de ouvir os anseios de quem mora na vizinhança. A gente sabe que uma obra como essa vai gerar algum tipo de desconforto, então está aqui a equipe técnica para ouvir, pegar todas as contribuições”, diz o secretário. A arena Orçado em cerca de R\$ 600 milhões e a cargo da WTorre, o projeto da nova Vila Belmiro prevê a ampliação da capacidade atual – hoje de 16.068 torcedores – para 30.040 lugares, aumentando sua altura em nove metros, dos atuais 26 metros para 35 metros, o ponto mais alto do estádio, sendo equivalente a um prédio de 12 andares. A nova arena será dividida em quatro setores: Arquibancada, com 20.484 assentos; Arquibancada superior, com 2.655; Deque premium, com 5.306; Camarotes, com 1.595 lugares. Haverá ainda dois andares de estacionamento subterrâneo com capacidade para 265 veículos. No momento, o contrato entre as partes está em fase final para a assinatura. A expectativa é que seja assinado em até 60 dias. Depois disso, será iniciada a fase das vendas de cadeiras, processo que será essencial para captação de receitas para a reforma do estádio. Em um cenário otimista, WTorre e Santos querem começar as obras ainda em 2025. Pelo novo Memorando de Intenções, a parceria entre Santos e WTorre terá duração de 30 anos. Neste período, clube e empresa farão a gestão compartilhada do equipamento, com divisão de receitas pré-estabelecida para jogos e eventos.