O volante Zé Rafael passou por cirurgia no Hospital Albert Einstein, em São Paulo (Raul Baretta/Santos FC) Um dos onze reforços do Santos em 2025, o meio-campista Zé Rafael espera estar em breve de volta aos jogos. O atleta passou por uma cirurgia inédita no futebol, mostra evolução e diz estar animado com seu retorno para defender a camisa do Peixe. No ano passado, o ex-jogador do Palmeiras teve uma alteração na região lombar baixa, chamada espondilolistese, que consiste no desalinhamento entre duas vértebras, ocasionando dor intensa e limitação funcional de intensidades variadas. Na ocasião foi indicado tratamento conservador, com alternância de fases de melhora e piora, diminuindo a capacidade de atividades de forma intensa. “Era uma situação difícil. Eu sofri dor para tudo, não só para treinar e para jogar, mas questões básicas do dia a dia”, afirmou Zé Rafael. “Joguei, na verdade, o ano todo com muita dor, consequentemente limitado e, obviamente, você acaba perdendo rendimento, porque nesse nível que a gente joga, estando a 100%, o nível já é difícil de competir. Agora, quando você está abaixo dos adversários, complica”, reforçou. Definição pela cirurgia Desde o início das negociações, o departamento médico do Santos, comandado pelo doutor Rodrigo Zogaib, esteve em contato com o jogador e iniciou as análises do quadro e possíveis tipos de tratamento para garantir condições plenas de atuação. Depois de muitas discussões, foi determinado que Zé Rafael só teria condições plenas para voltar a jogar com o tratamento cirúrgico. A decisão foi aprovada pela diretoria santista, pelo seu ex-clube e o próprio atleta. O procedimento foi realizado no dia 6 de fevereiro, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, pelo doutor Alberto Godfrid. A cirurgia envolveu o uso de enxertos ósseos autólogos (procedimento cirúrgico que utiliza o próprio osso do paciente para reparar lesões ósseas), além das sínteses metálicas que performam o que se chama de “artrodese intervertebral “, diminuindo a mobilidade no determinado nível do escorregamento, que ocasionava dor e dificuldade de execução de alguns movimentos. “Quando eu fui ao especialista, tomei um choque, né? Porque quando se fala de coluna, a gente já imagina que é uma coisa muito sensível, muito delicada, mas ele me passou toda a segurança e experiência que tem em fazer diversas vezes essa cirurgia. E isso foi me deixando mais tranquilo, para que eu pudesse fazer o procedimento com tranquilidade, sabendo que poderia voltar a competir em alto nível”, lembrou Zé Rafael. De lá para cá, foram quatro semanas em fisioterapia mista, alternando atendimentos em São Paulo, sob supervisão da equipe médica do Santos e do cirurgião, e idas ao CT Rei Pelé. O jogador já iniciou uma segunda fase de reabilitação, no clube, de forma diária e já executando exercícios com carga, na piscina e no solo, demonstrando muita alegria ao verificar que já não sente mais dores.