Um dos mais experientes jogadores do Santos, o zagueiro Luan Peres traduziu com sinceridade o mesmo sentimento do torcedor após a frustrante derrota para o Vitória, na última segunda (20). Em entrevista ainda no gramado, o defensor disse que estava de "saco cheio" pela situação vivida pelo clube, mais uma vez lutando contra o rebaixamento no Brasileirão. Nesta sexta (24), ele foi questionado sobre o assunto, em coletiva no CT Rei Pelé, e reafirmou a sua posição, dizendo que todos no clube estão cientes da difícil situação do Peixe na tabela e que somente os jogadores podem mudar esse cenário. "Foi de cabeça quente no pós jogo. Mas estou agora também (de saco cheio), ninguém quer estar nessa situação. É o futuro do Santos e o nosso em jogo. Entendo o torcedor que está passando por isso desde 2023. Esse ano está sendo de novo ruim e chato no Brasileiro. Isso que busquei dizer. Só cabe a nós. Temos que reverter essa situação e pontuar. Não é o lugar onde deveríamos estar", disse o zagueiro. Luan Peres reconheceu a chance desperdiçada pelo Santos no confronto direto diante do time baiano, quando um triunfo faria o time abrir frente confortável diante do Vitória na classificação. "Perdemos a chance de abrir boa pontuação contra o Vitória. Sabemos onde nos colocamos após a derrota. Todos estão cientes da situação, desde diretoria até jogadores. Temos 10 finais pela frente. Temos que entrar para pontuar, vencer. Somar pontos para alcançar a meta que temos no campeonato". O Santos é o 16º colocado, com 31 pontos, mesma pontuação do Vitória, primeira equipe na zona de rebaixamento, e só está à frente do rubro-negro porque tem oito vitórias, contra sete do rival. A situação seria muito diferente se o Alvinegro tivesse derrotado a equipe baiana, que não havia vencido fora de casa no Brasileirão e nunca havia ganhado do Santos dentro da Vila Belmiro. "Nós mesmos nos colocamos nessa situação. Esse jogo (contra o Vitória) foi divisor de águas para gente. Se ganhássemos era outro cenário. Era, talvez, o jogo mais importante da temporada e acabamos não vencendo, eles se aproximaram de nós. Nos colocamos nesse lugar e temos que sair dele. Todo mundo sabe do momento, todo mundo é homem para assumir essa situação. Cabe a nós sairmos dessa situação. Trabalhar durante a semana e nos 90 minutos, e gente aplicar nos jogos. Por em campo o que treinamos que é que faz a gente somar e ganhar as partidas". "Não temos que escolher adversário" Para o defensor, de 31 anos, todos no clube estão cientes da caótica situação e focados na recuperação, a partir deste domingo (26), às 16 horas, quando o Peixe enfrenta o Botafogo, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. "A última vitória nossa fora de casa foi contra o Cruzeiro (no dia 10 de agosto, no Mineirão), um time que briga em cima na tabela. Parece que preferimos jogar com quem está em cima do que embaixo. Isso pode ser benéfico, jogar contra uma grande equipe fora de casa. Um campo sintético, mas que a bola rola bem. Não pode ser desculpa. Temos que focar nessa partida. Não temos que escolher adversário. Botafogo vai sair para jogar e temos que explorar isso para fazer um bom jogo".