Numa futura aprovação da SAF no Santos, patrimônios, como a Vila Belmiro, seriam mantidos pelo clube (Sílvio Luiz/AT) O Grupo Santo Domingo, pertencente à família mais rica da Colômbia, negou o interesse na compra de uma futura Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Santos. O assunto veio à tona após Lauro Jardim, colunista de O Globo, publicar que representantes da família viriam à Cidade para conhecer a estrutura do Alvinegro, depois de terem feito uma oferta de R\$ 1 bilhão pelo controle acionário do clube. Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, o grupo colombiano afirmou que não participa, direta ou indiretamente, de qualquer processo que envolva a compra da futura SAF santista. “Diante de versões que têm circulado recentemente, o Grupo Santo Domingo vem a público informar que não está participando de processos relacionados à aquisição do clube Santos FC, do Brasil, nem de forma direta, nem por meio de seus veículos de investimento ou de suas empresas afiliadas”, diz a nota. O CEO do grupo, Alejandro Santo Domingo, também se pronunciou sobre o assunto. "Nem o Grupo Santo Domingo, nem minha família, nem eu, nem nenhuma de nossas subsidiárias tivemos interesse ou conversamos sobre a compra de um time de futebol no Brasil. Portanto, os rumores que circulam são completamente falsos e infundados", afirmou. A família Santo Domingo é dona do grupo Valorem, que controla a TV Caracol, a maior rede de televisão colombiana. Além disso, o grupo tem participação acionária na AB InBev, maior cervejaria do mundo, e é sócio minoritário do Washington Commanders, franquia da National Football League (NFL), liga de futebol profissional americano. Santos mantém sigilo A Tribuna confirmou que o Santos mantém negociações com grandes grupos, mas um termo assinado de sigilo absoluto com os interessados impede o clube de se manifestar sobre o assunto. O Estatuto do Santos permite que o clube venda apenas 49% das ações. Para que o Peixe possa se transformar em SAF e vender o controle majoritário a um investidor, a Comissão de Estatuto do Conselho Deliberativo (CD) trabalhou, no ano passado, na nova redação do capítulo 11, que trata da possibilidade de transformação do clube em SAF. As mudanças no Estatuto ainda não foram apresentadas pela comissão. Uma vez definida a nova redação do Estatuto, ela precisa ser aprovada por dois terços dos conselheiros. Se aprovada pelo CD, as mudanças também devem ser referendadas por dois terços na assembleia geral de sócios.