Gabigol marcou pelo Peixe já nos acréscimos (Maurício de Souza/Agif/Estadão Conteúdo) Em clássico tenso na Vila Belmiro, na noite desta quinta (22), Gabigol evitou a derrota para o Corinthians, empatando o jogo em cobrança de falta, aos 48 minutos da etapa final, pela quarta rodada do Paulistão. Ao contrário da rodada passada, quando o Peixe amargou o empate do Guarani no último minuto, desta vez a igualdade teve sabor de vitória. Com o resultado, o Alvinegro está em oitavo lugar, com 5 pontos, uma posição atrás do Corinthians, que também tem 5, mas leva vantagem nos critérios de desempate. O próximo jogo do Alvinegro é neste domingo (25), às 16 horas, contra o líder Red Bull Bragantino, com mando santista na Neo Química Arena. O Corinthians enfrenta o Velo Clube, também no domingo, às 20h30, em Rio Claro. O jogo Volvoda fez três alterações em relação ao time que empatou com o Guarani. Deixaram a equipe Mayke, Gabriel Menino e Zé Rafael, para as respectivas entradas de Igor Vinícius, João Schmidt e Gabigol. O Santos começou o jogo marcando pressão, dificultando as ações corintianas. Com ímpeto, o time chegou a marcar, aos 8 minutos, com Gabigol, mas o camisa 9 estava impedido e o gol foi anulado. O Corinthians avançou na jogada seguinte com Yuri Alberto sozinho pela direita. O atacante foi passando pelos marcadores até ser derrubado por Zé Ivaldo dentro da área. Pênalti, o segundo seguido cometido pelo zagueiro, que havia feito um no jogo passado. Para sorte do Peixe e do defensor, Yuri Alberto bateu para fora, aos 13. Contra o Guarani, Brazão defendeu. A comemoração da torcida santista durou pouco. Aos 16, o Corinthians foi à frente e Gabriel Brazão fez duas defesas, em chutes de Yuri Alberto e Matheus Bidu. No segundo rebote, Yuri Alberto dominou dentro da área e bateu no canto direito do goleiro, abrindo o placar. O gol corintiano irritou a torcida e desarticulou o Peixe, que errava passes fáceis e deixava espaços para os contra-ataques. Em vantagem, o Corinthians postava a equipe inteira no campo de defesa, diante de um Santos inofensivo ofensivamente, que insistia em inúteis cruzamentos para a área. Num contragolpe, o Corinthians conseguiu falta frontal à área, que Matheusinho cobrou por cima do gol, aos 45. No minuto seguinte, Thaciano dominou a bola dentro da área, deu um lençol em Gustavo Henrique e tentou emendar uma bicicleta, sem sucesso. A bola sobrou para Gabigol, que isolou, alto, longe da meta de Hugo Souza. Segundo tempo O Santos voltou para a etapa final com Gabriel Menino em lugar de João Schmidt, um dos três piores no primeiro tempo, ao lado de Zé Ivaldo e Rollheiser. Aos 9 minutos, Vojvoda sacou Thaciano, outro com atuação apagada, para a entrada, sob protestos, de Lautaro Díaz, vaiado pela torcida já no anúncio dos jogadores no banco, antes do jogo. Em campo, o Santos continuava mal. Sem inspiração, era facilmente anulado pela marcação corintiana. A arbitragem confusa de Lucas Canetto Bellote e divididas mais duras fizeram o jogo ficar pegado, com um festival de cartões amarelos. Os dois técnicos também levaram, por reclamações. A partida seguia sem muitas emoções. Num cruzamento da esquerda de Yuri Alberto, aos 20, Raniele chegou atrasado para completar para o gol. O Peixe, em sequência de três escanteios, dos 27 aos 29, levou perigo, com chutes de Gabigol. No primeiro, Yuri Alberto tirou de cabeça a bola que ia em direção ao gol. No segundo, o tiro cruzado saiu à esquerda do gol. O duelo seguiu pegado, com muitas faltas e apesar das substituições de Vojvoda, a efetividade santista, tão cobrada pelo técnico, estava distante. Aos 41, o Corinthians teve chance de ampliar, em batida de Matheus Bidu, da entrada da área, que Brazão se esticou para mandar a escanteio. Aos 46, em rápido contragolpe santista, o Santos teve falta frontal à grande área. Aos 48, Gabigol encheu o pé na cobrança, a bola passou ao lado da barreira e venceu Hugo Souza: 1 a 1, para delírio da torcida. O Santos apertou nos minutos finais, mas prevaleceu o empate, que desta vez, ao contrário da partida contra o Guarani, teve sabor de vitória.