Com um gol de pênalti sofrido ainda no primeiro tempo, Peixe não conseguiu reverter o placar (JOTA ERRE/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO) Em atuação decepcionante, o Santos complicou sua vida no Brasileirão, na noite desta segunda (20), na Vila Belmiro, em jogo que fechou a 29ª rodada. No confronto direto contra o Vitória, o Peixe perdeu por 1 a 0 e viu o time baiano empatar na classificação. Apesar dos mesmos 31 pontos, o Alvinegro permanece na 16ª posição, porque tem uma vitória a mais (8 contra 7) e um jogo a menos do que o rubro-negro, 17º colocado. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Com mais dez jogos a cumprir no campeonato, o Santos, que deixou o campo sob protesto dos torcedores, busca a reabilitação contra o Botafogo, neste domingo (26), às 16 horas, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, pela 30ª rodada do Brasileirão. Zé Rafael desfalca a equipe, após levar o terceiro cartão amarelo. O jogo Quem esperava o Peixe repetindo a grande atuação da vitória sobre o Corinthians por 3 a 1, na semana passada, se frustrou. Sem inspiração e pouco efetivo, o time até começou pressionando e teve um pênalti marcado sobre Lautaro Díaz, após disputa de bola, no primeiro minuto. Na revisão do lance pelo VAR, porém, o árbitro Rafael Rodrigo Klein invalidou a marcação, porque o atacante argentino caiu depois de chutar o chão. O Peixe tinha o controle do jogo, mas não conseguia finalizar. O primeiro chute saiu aos 13, após roubada de bola de Barreal na linha de fundo. O argentino acionou Igor Vinicius, que cruzou para Guilherme, na entrada da área, mas o tiro do atacante saiu fraco, fácil para Lucas Arcanjo. O Vitória gastava o tempo, irritando a torcida santista, impaciente com a falta de contundência do Alvinegro. Numa das poucas chegadas do time baiano, Cantalapiedra, aos 22, dominou cruzamento na área e chutou, mas foi travado por Igor Vinícius e a bola saiu a escanteio. O jogo seguia arrastado até que, aos 34, Raul Cáceres cruzou para a área, Adonis Frías afastou de cabeça, mas Gabriel Brazão atropelou Renzo López na saída de gol. Chamado pelo VAR, Klein marcou pênalti, muito contestado pela equipe e torcida santista. A cobrança só saiu aos 40 e Matheuzinho colocou o Vitória à frente. Nervoso, o Santos pressionou em busca do empate. Aos 42, Escobar cruzou fechado par a área e Arcanjo saltou para mandar a escanteio. Na cobrança, Willian Arão cabeceou perto do poste direito, aos 43. O Vitória assustou aos 48, em tiro de Baralhas que Brazão salvou. Sem poder de fogo O Santos voltou com Souza em lugar de Escobar, amarelado na etapa inicial. E teve chance de empatar aos 4. Souza cruzou da esquerda e Rollheiser emendou, quase da marca do pênalti, mas a batida saiu à direita do gol. A partida ficou tensa e o Peixe, que não jogava bem, tinha ainda mais trabalho para furar a retranca do Vitória. Insatisfeita, a torcida começou a pedir Robinho Jr, que entrou aos 22, junto com Victor Hugo. Saíram, resepctivamente, Barreal e Willian Arão. O nervosismo da torcida passava para dentro de campo. Sem conseguir entrar na área com a bola no chão, o Peixe insistia nos cruzamentos, facilitando a vida da defesa baiana. Aos 26, Igor Vinícius cruzou da direita e Guilherme mergulhou de peixinho, ao invés de chutar, e desperdiçou a chance de empate, dentro da pequena área. O técnico Juan Pablo Vojvoda ainda fez outras mudanças, mas o panorama do jogo não se alterou. Sem poder de fogo, o Santos via o Vitória ser mais perigoso nos contragolpes. Aos 40, o ex-santista Lucas Braga acertou a trave. Nos acréscimos, Rollheiser fez Lucas Arcanjo trabalhar em chute de fora da área, que o goleiro mandou a escanteio. Já não havia tempo para mais nada e o time deixou o campo vaiado e cobrado pela torcida. Gritos de "Joga, vagabundo, respeita o Santos, o maior time do mundo" e "Não é mole não, tem que honrar a camisa do Peixão" e "Vergonha, vergonha, time sem vergonha" ecoaram, mais uma vez, ecoaram na Vila.