O jogo contra o Galo foi o quarto de Diógenes como profissional e o goleiro segue sem levar gol (Raul Baretta/Santos FC) Recém-promovido a segundo goleiro do Santos, após a saída de João Paulo para o Bahia, Diógenes viveu um misto de emoções no último domingo. Após ver o companheiro Gabriel Brazão ser substituído por precaução devido a um choque de cabeça, o camisa 12 entrou em campo em um momento crítico do jogo. O Peixe perdia por 1 a 0 e tinha um jogador a menos, após a expulsão de Zé Ivaldo, mas Diógenes fez boas defesas e viu o Alvinegro empatar a partida. “Sem dúvida foi um grande domingo para mim. Fiquei muito preocupado com o Brazão, porque foi um lance muito forte. Mas, graças a Deus, ficou tudo bem com ele. Logo depois que entrei no jogo, vi que ele estava bem, que foi só um choque mesmo. Mas eu vinha me preparando há muito tempo, bem antes até do jogo contra o Ituano, ano passado, quando fiz minha estreia como profissional. Depois da saída do João Paulo me preparei mais ainda para me consolidar como segundo goleiro. E tive a oportunidade de domingo, infelizmente, do jeito que foi. Mas deu para dar conta do recado”, afirmou. Com quatro jogos na carreira profissional (Ituano, Coritiba, RB Leipzig e Atlético-MG, respectivamente), Diógenes ainda não foi vazado. O goleiro pregou respeito a Brazão, mas se colocou à disposição do técnico Juan Pablo Vojvoda, caso seja necessário atuar no clássico contra o São Paulo, neste domingo (21), às 20h30, na Vila Belmiro, pela 24ª rodada do Brasileirão. “Sei que o Gabriel é o nosso goleiro e torço muito para que ele esteja melhor cada vez mais para poder nos ajudar domingo. Fiquei feliz que ele está bem e, se tudo der certo, que a gente possa contar com ele contra o São Paulo. Ele está seguindo o protocolo e dá para ver que está bem. Mas se ele não puder jogar, eu estou preparado. A gente se prepara muito para estar à disposição quando a oportunidade aparecer, ainda mais em um clássico”, disse. Pelo protocolo da CBF e da Fifa, referente a jogadores que sofrem concussão durante os jogos, Brazão terá que ficar cinco dias sem participar da atividades de campo e está fora dos treinos do Santos até sexta (19). O arqueiro vem sendo acompanhado pelo departamento médico santista e somente a partir de sábado (20) é que o clube terá uma avaliação sobre a possibilidade de Brazão jogar contra o São Paulo. Evolução da equipe O Santos vem de dois empates seguidos (Bahia e Atlético-MG) desde a estreia do técnico Juan Pablo Vojvoda, e apesar da vitória ainda não ter vindo, Diógenes vê evolução da equipe. “O clássico em si já é um jogo muito atípico. Respeitamos muito o São Paulo, mas também estamos vindo numa crescente muito boa, apesar dos dois empates. Acredito que vamos fazer um grande jogo e vai ser um bom clássico para nós”.