[[legacy_image_299883]] A votação do projeto de um novo centro de treinamento para a base do Santos, apresentado na noite desta terça (26) em reunião do Conselho Deliberativo, foi adiada após reclamações de vários conselheiros que participaram do encontro de forma presencial e virtual. Além das alegações de acesso ao projeto somente um dia antes da apresentação, a proposta, que previa a troca do CT Meninos da Vila, no Saboó, em Santos, por uma área em Praia Grande, também foi questionada por supostamente não ter respaldo legal. O adiamento foi aprovado por 111 conselheiros, outros 15 optaram pela votação e um se absteve. Participando da reunião de forma virtual, o presidente Andres Rueda apresentou e deu detalhes do projeto. Segundo o mandatário, após avaliações de peritos, o terreno onde está o atual CT, no Saboó, que tem 28 mil metros quadrados, foi avaliado em R\$ 54,7 milhões, enquanto a área em Praia Grande, que pertence ao Grupo Peralta e fica próxima ao Litoral Plaza Shopping, com 90 mil metros quadrados, foi avaliada em R\$ 37,2 milhões. No acordo da troca, a diferença de R\$ 17,5 milhões seria compensada em benfeitorias promovidas pelo grupo no futuro CT da base santista. O projeto previa a construção de quatro campos, um miniestádio com capacidade para 1.800 pessoas, ginásio, refeitório, academia, áreas de lazer e hotel com 81 quartos duplos para os atletas e membros da comissão técnica. Obras de supressão da vegetação, aterramento, calçamento e cercamento também estariam a cargo do atual dono do local. Rechaçada Presencialmente e de forma virtual, vários conselheiros questionaram a apresentação da proposta a pouco mais de três meses do término da atual gestão. Outros apontaram que existiria uma cláusula prevendo que a área do CT Meninos da Vila, no Saboó, só poderia ser trocada por outro terreno na Cidade. A alegação foi rebatida por Rueda, que disse que a escritura em nome do clube o autorizaria a concluir a negociação. O mandatário também afirmou que, durante a sua gestão, o clube sondou e negociou áreas em Cubatão e São Vicente, algumas particulares e outras que envolviam o Poder Público, mas as negociações não evoluíram.