Tiquinho Soares comemora o gol de empate, que quebrou jejum de quase cinco meses sem balançar a rede (FERNANDO MORENO/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO) Com um a menos após a expulsão de Zé Ivaldo e sem Gabriel Brazão, contundido, que saiu de ambulância da Arena MRV, no segundo tempo, o Santos conseguiu um empate heroico em 1 a 1 contra o Atlético-MG, na tarde deste domingo (14), em Belo Horizonte. Com o resultado da partida, válida pela 23ª rodada, o Peixe sobe uma posição, de 16º para 15º lugar, com 23 pontos. O Galo é o 13º colocado, com 25. O Alvinegro só volta a jogar no domingo, às 20h30, contra o São Paulo na Vila Belmiro, pela 24ª rodada. Enquanto o time terá a semana livre para treinos, o rival faz o primeiro jogo das quartas de final da Libertadores na quinta-feira, contra a LDU, em Quito, no Equador. Além de Zé Ivaldo, expulso contra o Galo, o Santos não contará com os laterais Igor Vinícius e Escobar, que levaram o terceiro cartão amarelo na Arena MRV. Os prováveis substitutos para o clássico são Adonis Frías na zaga, Mayke e Souza nas laterais. O jogo A partida começou com Neymar dando um susto logo aos 40 segundos. Ao dominar a bola na intermediária ofensiva, o camisa 10 prendeu o pé no gramado ao fazer o giro e caiu sentindo o tornozelo esquerdo. Após atendimento médico, ele reforçou a proteção no local e seguiu no jogo. Recuperado, Neymar desperdiçou grande chance aos 5 minutos. Ao receber passe de João Schmidt dentro da grande área, ele chutou fraco, no meio do gol, fácil para Everson. Após o chute, o camisa 10 foi atingido por Scarpa e os santistas pediram pênalti, mas o árbitro Bruno Arleu de Araújo mandou o jogo seguir. Com muito empenho na marcação, o Santos dominava a partida e se mantinha no campo de ataque. Neymar buscava o jogo e tinha nos estreantes Victor Hugo e Lautaro Díaz bons parceiros para articular as jogadas ofensivas do Peixe. Apesar do domínio territorial, o Santos não traduziu a superioridade em gols, pois falhava nas conclusões. Pressionando a saída de bola do Galo, o time levava perigo à meta atleticana. Como aos 33, quando Lautaro Días tomou a pelota na entrada da área e cruzou para Neymar, que tentou bater de primeira, de direita, mas furou bisonhamente, perdendo mais uma oportunidade. Bem postado na defesa, com Zé Ivaldo e Luan Peres na zaga, e Igor Vinícius e Escobar nas laterais, o Alvinegro ganhou a maioria dos duelos contra o Atlético-MG, que só ameaçou no final da etapa. Aos 46, Cuello chutou cruzado, mas Gabriel Brazão encaixou. E, aos 48, Cuello lançou para a área e Rony emendou de primeira, à esquerda do gol. Susto e expulsão O Santos começou a etapa final levando um susto. Aos 4, Brazão saiu aos pés de Igor Gomes, que ao pular, bateu o joelho direito na cabeça do goleiro. Brazão ficou alguns segundos caído no gramado, gerando grande tensão. Após atendimento médico, o arqueiro permaneceu no jogo, com uma toca plástica na cabeça apesar do hematoma enorme no lado esquerdo da cabeça. Aos 9, Zé Ivaldo fez falta em Hulk e como já tinha cartão amarelo, levou o segundo e foi expulso, complicando a vida do Santos. A expulsão fez o técnico Juan Pablo Vojvoda sacar Guilherme para a estreia do zagueiro argentino Adonis Frias. O Galo aproveitou a superioridade numérica para pressionar e assustou aos 13. Hulk bateu da entrada da área, a bola explodiu na zaga e quase sobrou para Guilherme Arana, mas Brazão saiu antes do gol e salvou com um tapa, afastando a bola. Aos 14, Scarpa lançou a bola em profundidade, entre a defesa santista, Igor Gomes ganhou na corrida de Adonis e Igor Vinícius e chutou na saída de Brazão, para abrir o placar. Aos 19, mais um susto. Ao segurar a bola dentro da grande área, Brazão levantou o braço pedindo atendimento e caiu no gramado. O goleiro teve que sair de campo de ambulância, diretamente para um hospital na capital mineira. Diógenes assumiu a meta santista e Vojvoda aproveitou a parada para fazer outra alteração. Sacou Victor Hugo para a entrada de Caballero. Com um a menos, o Peixe sofria com a pressão atleticana e não conseguia chegar à meta de Everson. Vojvoda, então, fez mais três mudanças. Entraram Robinho Júnior, Thaciano e Tiquinho Soares para as saídas de Neymar, João Schimdt e Lautaro Díaz. Aos 36, Tiquinho Soares bateu falta de longe e forçou Everson a fazer grande defesa. Com mais presença no ataque, o Peixe conseguiu um pênalti aos 39. Lyanco derrubou Tiquinho e o próprio centroavante bateu e empatou, aos 40, encerrando um longo jejum de quase cinco meses sem marcar. Peixe segura a pressão e leva ponto precioso O Galo foi para o tudo ou nada no final do confronto, que teve 16 minutos de acréscimos, em razão da paralisação para o atendimento de Brazão. E Diógenes foi decisivo, fazendo grandes defesas, aos 49 e aos 55 minutos, em tiros de Arana, garantindo o empate e ponto precioso para o Peixe na tabela.