Pedro Caixinha assumiu o posto de técnico do Santos (Reprodução/X) Apresentado oficialmente no início da tarde desta terça (7) na Vila Belmiro, pelo diretor-executivo, Pedro Martins, o técnico Pedro Caixinha afirmou que a escolha pelo Santos se deu pela identidade com o projeto apresentado pelo clube. Reforçando os princípios de seu trabalho, o treinador prometeu uma equipe intensa e competitiva, que orgulhe o torcedor santista. O português se eximiu inicialmente de falar em reforços, mas ao longo da entrevista, disse que conta com a chegada do meia Thaciano, do Bahia. “Procurei um passo diferente na minha carreira. O Santos tem dimensão mundial, que quer começar um novo ciclo. Me identifico com processo. Quero sempre ganhar, sou competitivo. Além do projeto, me identifiquei com as pessoas, com o Pedro (Martins). Sinto uma grande identificação com o projeto. Desfrutamos muito do trabalho, não trabalho só por fazer, não gosto de ir para um ambiente que não gosto. Senti uma energia positiva desde o primeiro contato. Estamos em lua de mel e vamos estendê-la. Seja nos grandes momentos que vamos viver e nos que não forem tão bons”. Caixinha falou sobre o início dos trabalhos no CT Rei Pelé, desde a última sexta-feira (3), quando passou a conhecer melhor o elenco santista. Há dois anos no Brasil, desde que assumiu o Red Bull Bragantino, em janeiro de 2023, o português conhece a maioria dos jogadores e já desenha taticamente a forma como vai jogar o Santos 2025. “Temos treinado um 4-3-3 base. Pode ter alguma dinâmica de 2-1, algum jogador livre na configuração do esquema. Temos praticamente seis jogadores, dois volantes e dois meias na dinâmica. Os dois meias mais ofensivos têm capacidade de pisar na área, de terem gol também. Um dos jogadores é o Diego Pituca, seguimos há muito tempo, ele tem box to box, essa capacidade, tem gol. Hyan trabalha conosco e tem essa capacidade. Outro é o Patrick, já vinha do elenco anterior. Os dois volantes que chamamos são Schmidt e Rincón, que trabalham nessa dinâmica do meio-campo. Queremos outras dinâmicas de meio-campo, maior ocupação do espaço interior do jogo”. Técnico aguarda Thaciano O treinador enxerga a polivalência de Thaciano, que atua em várias posições entre o meio-campo e ataque, como fundamental para a forma como ele imagina ver o Santos em campo. “Thaciano pode jogar em diferentes posições. Eles (Bahia) jogavam em um 4-4-2 diamante, era segundo avançado, extremo, de fora para dentro e aparecendo na área. Pode jogar em espaço interior e exterior, 9 e falso 9. Vai nos ajudar com essa mentalidade, em diferentes posições. Queremos uma equipe competitiva, com dois jogadores por posição. E os que trabalharem mais vão jogar. Um empurra o outro para frente”. Soteldo e Lucas Braga Pedro Caixinha analisou as posições que o Santos tem para o ataque. Elogiou o potencial de Soteldo e a versatilidade de Lucas Braga, dois jogadores que voltaram de empréstimo e integram o elenco para a temporada. “Soteldo tem grande desequilíbrio no um contra um. Temos que ter vantagens para aplicar em campo, ele nos dá vantagem na última zona. Não conhecia maior parte do grupo, a não ser de enfrentá-los, com exceção do Aderlan. Conhecemos de verdade quando vivemos com as pessoas. Soteldo tem entrega total ao treino, a intensidade necessária, acompanha o processo com a qualidade que tem, somada a essa identidade”, disse ele sobre o venezuelano. “O Lucas (Braga) pode jogar nas duas pontas, o Soteldo também. Têm características diferentes. Soteldo encontra mais espaços, Lucas explora espaços com mais verticalidade. Está trabalhando bem e estamos contentes com o trabalho dos dois”. E o Morelos? O técnico não garantiu que o atacante Alfredo Morelos, que atuou sob o comando dele no Rangers, da Escócia, seja aproveitado na temporada. O colombiano, que terminou o ano jogando pelo Atlético Nacional, da Colômbia, ainda não se reapresentou, porque jogou até o dia 23 de dezembro e ganhou uns dias a mais de folga da direção santista. “Conheci o Alfredo Morelos (no Rangers). Compramos ele, chegou com sobrepeso. Tinha força física incrível, fez trabalho muito forte para perder esse peso. Ganhou o apelido de búfalo. Eu chamava de chuta-chuta, porque chutava de qualquer lugar, queria fazer gols. O resto é história feita pelo Rangers. O encontrei como adversário, jogou contra nós e não acompanhei mais. Cheguei, ele não estava e a informação está por aí”, despistou. O alto salário, cerca de R\$ 900 mil, é um problema para o Santos, que estuda propostas de equipes colombianas. O Atlético Nacional é um dos interessados.