O executivo de futebol, Alexandre Mattos, foi apresentado pelo presidente Marcelo Teixeira na Vila Belmiro (Vanessa Rodrigues/AT) Com fama de ser um dirigente acostumado a trabalhar com orçamentos milionários, o novo executivo de futebol do Santos, Alexandre Mattos, apresentado nesta quarta (25), na Vila Belmiro, disse que a imagem que muitos têm a seu respeito é equivocada. Ele relembrou vários episódios da carreira, quando teve sucesso trabalhando em clubes que viviam dificuldades financeiras, sem condições de fazer grandes investimentos. Caso, agora, do Alvinegro, onde ele acredita ser possível fazer o mesmo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “As pessoas criam situações, marcas, e não param para analisar os dados e perceberem o contrário. Comecei no América-MG, sem divisão nacional. Sete anos num clube com sete meses de salários atrasados. Foi a minha universidade. (O América-MG) Saiu de sem divisão para a primeira divisão”, recordou Mattos, sobre o início da carreira. Da “universidade” no Coelho, Mattos ganhou bagagem para alçar voos maiores, quando passou a trabalhar em grandes clubes do futebol brasileiro. Em alguns, com grande projeção e campanhas vitoriosas em campo. “Fui para o Cruzeiro, devia salários, não tinha recursos. Foi um case de sucesso. Depois com o Palmeiras, não tinha Crefisa, o dinheiro do Paulo Nobre que foi pago a ele, muita vontade de trabalhar, sem estrutura, nenhum atleta queria ir. Era uma batalha contratar jogador. Com sucesso, organização, três ou quatro anos depois o investimento aumentou”, relembrou Mattos, que foi bicampeão brasileiro no time mineiro, em 2013/14, e bicampeão brasileiro, em 2016 e 2018, e campeão da Copa do Brasil, em 2015, com o Palmeiras. Mais 'cases' de sucesso No Athletico-PR, o dirigente também participou de um trabalho marcante, na campanha que levou o rubro-negro ao vice-campeonato da Libertadores, em 2022. “Fui para o Athletico-PR, dois anos, com muito sucesso. Vice da Libertadores, campeões paranaenses invictos, fomos para a Libertadores diretamente, a maior negociação do futebol brasileiro (Vitor Roque) antes do Estêvão. Cuello, Canobbio… Athletico-PR com folha de cinco ou seis milhões de reais”, pontuou. O perfil de assumir cargos importantes em clubes que vivem momentos turbulentos faz com que Mattos tenha certeza de que, na Vila Belmiro, não será diferente. “Meu histórico é chegar em momento de dificuldade, normal, se não for assim não há chegadas ou saídas. E tive cases de sucesso em todos os clubes por onde passei. E saí com legado positivo financeiro, títulos, estrutura, profissionais. Todos com muita dificuldade no início, e com o tempo as coisas se desenvolveram. Sempre trabalhei de acordo com que o clube fornece. Aqui não será diferente”. Do último trabalho, no Cruzeiro, Mattos também guarda boas lembranças. “Peço licença para demonstrar orgulho e gratidão ao Pedro Lourenço, o Pedrinho (dono da SAF da Raposa). Uma pessoa que tenho como família, uma gratidão enorme por ele. Os objetivos foram alcançados em um ano de reestruturação, retomou o protagonismo, em excelência brigando na parte de cima (no Brasileirão)”. Apostando no potencial do elenco A experiência em trabalhar na montagem e reformatação de elencos fez o executivo de futebol pregar cautela na contratação de reforços para o Santos no segundo semestre. Além de destacar a qualidade do plantel, Mattos frisou que pretende resgatar atletas que não vivem bom momento. Tudo para minimizar investimentos, diante da crítica situação financeira do Alvinegro. “Vamos com calma, sem revolução. O Santos já fez contratações e me incluo na obrigação, mesmo chegando agora, de fazer elas darem certo. É resgatar esses atletas que estão se dedicando. Vi compromisso deles, o resultado que tivemos em Fortaleza (vitória por 3 a 2, na 12ª rodada, no último dia 12). Otimizar, ser assertivo, não extrapolar em nada. Maior contratação é pagamento em dia e contas organizadas. As coisas melhoram, vem o protagonismo, receitas aumentam”, apontou.