'Minha relação com a Portuguesa nunca foi por dinheiro', diz Sérgio Guedes

Treinador foi desligado da Briosa na última sexta-feira pelo presidente do clube, Antonio Carlos de Abreu Ribeiro

Desligado do comando técnico da Portuguesa Santista na última sexta-feira (24), Sérgio Guedes, além do vínculo empregatício, viu chegar ao fim um sonho pessoal: o de devolver a Briosa à elite do Campeonato Paulista. Agora sem clube, o treinador, que mora em Santos, espera a pandemia do novo coronavírus terminar sem esquecer dos bons momentos e da história construída em Ulrico Mursa nos últimos três anos. 

O presidente da Portuguesa Santista, Antonio Carlos de Abreu Ribeiro, optou por antecipar o fim do contrato do técnico após não receber o último pagamento referente aos direitos de transmissão das partidas da Série A2. Sérgio tinha vínculo com a Briosa até quinta-feira (30 de abril) e receberá o que tem direito de forma parcelada. 

Muito querido e respeitado pelos jogadores, Sérgio levará consigo o reconhecimento dos atletas, muitos deles em evidência no cenário intermediário do futebol após as chances recebidas.

"Podemos dizer que foram três anos bem legais. Sempre correndo por cima, os objetivos planejados acontecendo. Sempre atletas saindo para clubes maiores, que é o que sempre propomos. Quando o jogador vem para cá, não é por questão financeira. É porque o Sérgio pode trazer alguma evolução profissional. É esse o meu cartão de visitas. Por isso as coisas caminharam bem. A partir de agora é com a direção. Pra mim foi bem legal. Vivi grandes emoções (na Portuguesa)", diz Sérgio, em entrevista para A Tribuna. 

"O maior sonho era recolocar a Portuguesa na elite (do Paulistão). Sempre abri mão de muitas coisas e deixei a família em segundo plano. Gostaria que terminasse com o acesso, mas não será possível. Agora é ter as boas lembranças, as memórias, histórias vividas e agradecer muito as pessoas que me ajudaram nesse processo. De jogadores a funcionários do clube. Sempre foram leais comigo e ajudaram a construir essa passagem, que foi bacana e intensa. Só tenho boas lembranças para contar". 

Questionado se aceitaria retornar à Portuguesa ao fim da pandemia com vencimentos inferiores, como cogitou o presidente do clube, Sérgio fez questão de deixar claro que a sua relação com a Briosa nunca foi financeira. 

"A minha passagem pela Portuguesa nunca ocorreu pelo dinheiro. Sempre tive propostas vantajosas para sair e não aceitei. Era um desejo meu mesmo trazer a Portuguesa de volta à primeira divisão. A Cidade inteira sabe que a minha relação com a Portuguesa nunca foi econômica. A tendência era de seguir do jeito que estava. Foi uma decisão do clube. Mas enfim... Ficam as boas lembranças e a história vivida nesse período", completou o treinador. 

À frente da Briosa nessa última passagem, Sérgio comandou a equipe no vice-campeonato da Série A3, em 2018, e na campanha da Série A2 de 2019.

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