Palmeirenses mandam carta a Galiotte cobrando explicações sobre Bolsonaro em campo

Além do ex-presidente Bertoluzzo, políticos, advogados e artistas assinaram documento

Por: Do Estadão Conteúdo  -  05/12/18  -  20:34
Presidente eleito deu volta olimpíca no estádio, levantou a taça e participou da festa
Presidente eleito deu volta olimpíca no estádio, levantou a taça e participou da festa   Foto: Miguel Schincariol/Getty Images

Um grupo de torcedores do Palmeiras, liderado pelo ex-presidente Luiz Gonzaga Belluzzo, encaminhou uma carta ao atual presidente Maurício Galiotte cobrando explicações sobre a presença do presidente eleito Jair Messias Bolsonaro na festa do título do clube e sobre ação da Polícia Militar nos arredores da Arena Palmeiras ,após a última partida no Campeonato Brasileiro, no domingo (2).


Além de Belluzzo, assinam o documento conselheiros do Palmeiras, políticos, advogados e artistas, como o neurocientista Miguel Nicolelis, o cineasta Luiz Villaça, o professor universitário Valério Arcari e a atriz Diana Bouth, além de grupos de torcedores, como Bancada Alviverde e Palmeiras Antifascista.


A carta mostra incômodo com a presença de Bolsonaro na celebração do título do Campeonato Brasileiro, assim como do senador eleito Major Olímpio.


"No domingo, dois políticos sequestraram nosso momento mais especial. O momento mais importante da sua gestão, presidente, foi transformado em um palanque político (com direito a lema e número de candidato), gerando uma imensa onda de insatisfação em parte substancial de nossa torcida. A presença de políticos, estranhos à nossa história e a todos os esforços comuns de torcedores e jogadores em busca do título, provocou nos palmeirenses que assinam esta carta e em muitos outros torcedores o mais profundo incômodo", diz trecho do documento.


A carta entregue a Galiotte também lembra incidentes violentos ocorridos nas proximidades ao estádio do Palmeiras. Com as ruas lotadas por torcedores do Palmeiras, a polícia adotou postura considerada truculenta, com uso de bombas de gás lacrimogêneo e tiros de balas de borracha, para deixar a área livre para o trânsito.


"Como já fartamente denunciado em outras ocasiões, a Polícia Militar novamente agiu com truculência contra crianças, idosos, mulheres e homens que se reuniam pacificamente para celebrar nossa importante conquista. São dezenas de relatos de violência gratuita, desnecessária e desproporcional. Novamente, o torcedor palmeirense foi submetido a ataques com bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e golpes de cassetetes. Inocentes precisaram ser hospitalizados. Comércios tiveram que baixar suas portas. Gente feliz e pacífica, que aproveitava um raro domingo de tranquilidade e sorriso no rosto, não pôde vivenciar em paz a essência da festa de nosso deca", afirma a carta.


A íntegra da carta está publicada no link


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