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Incêndio no Ninho do Urubu completa 2 anos e vítimas são homenageadas

Tragédia no Rio, em 2019, matou 10 jogadores e deixou outros 3 feridos

Por: Da Agência Brasil  -  08/02/21  -  16:16
MP já havia anunciado em junho que decidira denunciar oito pessoas pelo incêndio no Ninho do Urubu
MP já havia anunciado em junho que decidira denunciar oito pessoas pelo incêndio no Ninho do Urubu   Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

O incêndio no centro de treinamento do Flamengo, o Ninho do Urubu, que matou dez adolescentes e deixou outros três feridos, completa dois anos nesta segunda (8). Os atletas de base mortos tinham idades entre 14 e 16 anos.


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Para homenagear os jovens, cobrar justiça e medidas preventivas que impeçam outras tragédias, o Coletivo Gazela Negra fez um ato nesta segunda-feira em frente ao centro de treinamento do Flamengo, em Vargem Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro.


O grupo - formado por torcedores negros de todos o país - pede que o Flamengo não jogue mais nos aniversários da tragédia. O coletivo entende que o dia 8 de fevereiro deve ser reservado para homenagens e reflexão.


“Levamos uma faixa com os dizeres “pela memória dos garotos, sem jogos dia 8/02. Também pintamos dez estrelas [no asfalto] em homenagem aos dez meninos para ficarem bem visíveis a todos que chegarem lá, jogadores, comissão técnica, diretoria. A intenção é não deixar esquecer jamais”, disse um dos integrantes do Coletivo Gazela Negra, Rodrigo Baptista.


A assessoria de imprensa do Flamengo informou que a decisão de não haver jogos do clube no dia 8 de fevereiro não depende do clube e acrescentou que o centro de treinamento está funcionando com toda a segurança possível após ter cumprido exigências.


Denúncia


A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público (MPRJ) sobre o incêndio no centro de treinamento do Flamengo e tornou réus os onze denunciados, incluindo o então presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, no dia 20 de janeiro.


Na denúncia, o MPRJ lista diversas irregularidades cometidas pelos denunciados, como descumprimento de normas técnicas e desobediência a sanções administrativas impostas pelas autoridades.


O Ninho do Urubu era usado para treinamento das categorias de base do clube, mas não tinha alvará de funcionamento. No dia 8 fevereiro de 2019, os contêineres estruturados para dormitórios pegaram fogo.


A coordenadora cível da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, Patrícia Cardoso, disse que o órgão entrou com ação coletiva de indenização para as famílias dos rapazes mortos e os jovens que sobreviveram.


“Nessa ação coletiva, foi fixada de forma liminar uma pensão para as famílias e para os sobreviventes de R$ 10 mil. O Flamengo recorreu dessa decisão e, em dezembro passado, o Tribunal de Justiça cassou essa pensão. E nós já recorremos da decisão que cassou a pensão. Estamos aguardando o pronunciamento da Justiça não só sobre os danos individuais das famílias e dos sobreviventes como sobre os danos morais coletivos”, afirmou a defensora.


Versão do Fla


O Flamengo informou que já fez acordos de indenização com oito famílias e com o pai de um dos jogadores mortos. O clube ainda está em negociação com a mãe de um dos rapazes e com a família de mais um dos adolescentes mortos.


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