(Reprodução / TV Globo) A Corrida Internacional de São Silvestre entrou para a história em 2025 com sua 100ª edição, consolidando-se ainda mais como um dos eventos mais tradicionais e competitivos do calendário mundial de atletismo. Realizada no dia 31 de dezembro, a prova de rua reuniu cerca de 55 mil corredores inscritos de 44 países, superando todos os recordes anteriores de participação. Elite feminina: vitória de Sisilia Ginoka Panga Na categoria feminina, a tanzaniana Sisilia Ginoka Panga foi a grande campeã da São Silvestre 2025. Em uma prova marcada por forte concorrência e calor intenso na manhã paulista, Panga cruzou a linha de chegada no tempo de 51min07s, dominando a disputa mesmo diante de adversárias expressivas. Logo atrás, a queniana Cynthia Chemweno garantiu o segundo lugar, enquanto a brasileira Núbia de Oliveira Silva brilhou ao conquistar o terceiro lugar geral, destacando-se entre os atletas nacionais em um pelotão extremamente competitivo. A vitória de Panga reforça a hegemonia africana na prova feminina, que nos últimos anos tem sido dominada por atletas de países como Quênia, Etiópia e Tanzânia. Elite masculina: triunfo do etíope Muse Gizachew No setor masculino, a disputa foi decidida nos metros finais da corrida, com o etíope Muse Gizachew superando o queniano Jonathan Kipcoech para cruzar a linha de chegada em primeiro lugar. A prova masculina mostrou o alto nível técnico do pelotão internacional, com corredores de elite disputando cada segundo até o fim. A corrida masculina da São Silvestre mantém a tradição de excelência e competitividade da prova, que historicamente é dominada por atletas africanos nas últimas décadas. Hegemonia africana e cenário brasileiro A edição de 2025 da São Silvestre reflete um cenário em que corredores africanos seguem dominando a elite da competição. Nos últimos anos, atletas de Quênia, Etiópia e Tanzânia têm conquistado consistentemente os pódios — algo que se repetiu nesta centésima edição. No histórico da prova, o Brasil já teve momentos de destaque, com nomes como Marílson Gomes dos Santos — tricampeão — sendo lembrado como um dos maiores campeões brasileiros da São Silvestre. Atualmente, contudo, a última vitória feminina brasileira foi registrada em 2006, e a masculina em 2010, evidenciando um longo jejum de títulos nacionais na elite da corrida. Um marco histórico no calendário esportivo Além dos campeões, a centésima edição da São Silvestre teve significado especial por celebrar um século de tradição, evolução e internacionalização. O evento nasceu em 1925 idealizado pelo jornalista Cásper Líbero e, desde então, tornou-se referência global em corridas de rua, atraindo amadores e profissionais de alta performance de todo o mundo. Com largada e chegada na Avenida Paulista, atravessando ícones urbanos como o Estádio do Pacaembu e a esquina histórica com a Avenida Ipiranga, a prova mantém seu percurso clássico de 15 km, desafiando atletas e encantando o público. Nesta edição centenária, a São Silvestre superou expectativas tanto em números quanto em competitividade, consolidando ainda mais sua importância no cenário internacional do esporte.