Robinho falou publicamente pela primeira vez sobre sua rotina no presídio de Tremembé (Reprodução / Youtube) O ex-jogador Robinho, detido desde março de 2024 na Penitenciária 2 de Tremembé (P2), no interior de São Paulo, falou publicamente pela primeira vez sobre sua rotina no presídio e negou que receba tratamento diferenciado ou privilégios em relação aos demais detentos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! No vídeo divulgado pelo Conselho da Comunidade de Taubaté, órgão ligado à Vara de Execuções Criminais e responsável por monitorar unidades prisionais, Robinho aparece tranquilo, vestindo uniforme bege, e afirma que quem manda são os guardas e os reeducandos obedecem. Segundo o ex-atacante, todos os presos são tratados da mesma forma e ele não recebe qualquer benefício por ter sido uma figura pública. “Todos são tratados da mesma forma, não sou tratado diferente porque fui jogador de futebol, pelo contrário. O tratamento é igual para todos os reeducandos. Nunca teve briga. Estou aqui há um ano e meio e nunca vi briga, nem no futebol, quando a gente tem um joguinho. Todos são bem educados, porque se tivesse algum tipo de falta ou problema estaria constando no meu BI (Boletim Informativo). Nunca tive problema com ninguém”, afirmou o ex-jogador do Santos, Real Madrid (Espanha), Milan (Itália) e da Seleção Brasileira. Ele também ressaltou que a rotina dentro da Penitenciária é igual a dos demais reeducandos, incluindo horários, alimentação e atividades. “A alimentação, o horário que eu durmo, é tudo igual a todos os outros. Nunca comi comida diferente, nunca tive (tratamento) diferenciado. A hora do meu trabalho é a mesma. Faço tudo aquilo que os outros reeducandos podem fazer: trabalho, leitura de um livro, para a remissão, e no final de semana a gente joga futebol, que é liberado quando não tem trabalho, no dia de domingo. Nunca tive benefício. As visitas são aos sábados ou domingos. Quando a minha esposa não vem sozinha, ela vem com os meus filhos, o mais velho (Robinho Jr.) joga (no Santos) e os outros dois podem vir. A visita é igual, o tratamento é igual. Nunca teve nada diferente disso”, destacou. Robinho também negou que enfrente qualquer problema psicológico decorrente do período em que cumpre pena. “As mentiras que têm saído, que eu sou liderança, que tenho problema psicológico, nunca tive isso. Nunca tive que tomar remédio, graças a Deus. Apesar da dificuldade que é estar em uma penitenciária, que é normal, mas graças a Deus sempre tive uma cabeça boa e estou fazendo tudo aquilo que todos os outros reeducandos podem fazer”, concluiu. Condenado por estupro coletivo Robinho foi condenado na Itália pelo crime de estupro coletivo de uma jovem albanesa em Milão, quando atuava pelo AC Milan, em 2013. A pena de nove anos de prisão foi homologada no Brasil pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), e a execução passou a ser cumprida em território nacional. Na P2 de Tremembé, unidade que abriga presos de casos de grande repercussão, o ex-atleta afirma que realiza leituras, participa de cursos e joga futebol nas horas livres, dentro das regras do sistema prisional. Polêmica sobre "privilégios" e livro que critica unidade prisional A fala de Robinho surge em meio à polêmica provocada pelo livro “Tremembé: o presídio dos famosos”, do jornalista Ulisses Campbell, que descreve supostos privilégios e hierarquias dentro da unidade prisional. No vídeo divulgado pelo Conselho, Robinho e outros detentos negam veementemente as acusações e as classificam como “mentiras”. A juíza Sueli Zeraik, corregedora da 1ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté e responsável pelo Conselho da Comunidade, também aparece no vídeo defendendo a transparência da unidade e criticando a falta de apuração do autor. “Como juíza corregedora há mais de 20 anos das unidades prisionais que são citadas nessa obra, envolvendo pessoas que estão no sistema carcerário ou que já passaram por ele no cumprimento de pena, eu posso seguramente afirmar que os fatos retratados nesse livro não correspondem à verdade”. Zeraik ainda ressaltou que o jornalista não chegou a entrar nas unidades prisionais que menciona e não entrevistou os presos citados como personagens das histórias. -Vídeo Robinho (1.486098)