Marin foi presidente da CBF no período da Copa de 2014, realizada no Brasil (Reprodução) Morreu na madrugada deste domingo, em São Paulo, o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin, aos 93 anos. O velório está previsto para acontecer nesta tarde na capital paulista. Ele comandou a entidade máxima do futebol nacional entre março de 2012 e abril de 2015, período marcado pela Copa do Mundo disputada no País. Ele chegou a ser preso na Su[ça, a pedido do Departamento de Justiça norte-americano, por conta do caso de corrupção no futebol mundial que ficou conhecido como Fifagate. Política José Maria Marin iniciou sua trajetória política em 1963, ao ser eleito vereador na cidade de São Paulo pelo Partido de Representação Popular (PRP), legenda criada pelo líder integralista Plínio Salgado. Seis anos depois, em 1969, alcançou a presidência da Câmara Municipal paulistana. Durante os anos 1970, Marin se alinhou à Aliança Renovadora Nacional (ARENA), partido que dava sustentação ao regime militar. Como deputado estadual, destacou-se por seus discursos enfáticos contra setores da esquerda. Em 1978, Marin foi eleito vice-governador de São Paulo em pleito indireto. Assumiu o comando do estado entre 1982 e 1983, substituindo Paulo Maluf, que deixou o cargo para concorrer à Câmara dos Deputados. À frente do governo estadual, Marin deu continuidade às políticas de Maluf, com destaque para o investimento no setor energético, incluindo a inauguração de usinas hidrelétricas no interior paulista. Também assinou a extinção do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), símbolo da repressão durante a ditadura militar. Ainda assim, seu governo enfrentou denúncias de abusos cometidos pela Polícia Militar contra opositores do regime. Com a redemocratização, Marin viu sua influência política diminuir gradualmente. Em 1985, teve papel de destaque na coordenação da campanha vitoriosa de Jânio Quadros à prefeitura de São Paulo. No ano seguinte, tentou retornar ao Congresso como senador pelo PDS, mas terminou em quarto lugar e não se elegeu. A partir daí, sua carreira política entrou em declínio.