Fernando Romboli vai jogar três torneios na América do Sul em fevereiro, ao lado de Marcelo Demoliner (Arquivo pessoal) Chegar ao top 20 no ranking de duplas da ATP nesta temporada. Esta é a meta de Fernando Romboli, atual número 40 do mundo, que parte em fevereiro para um giro na América do Sul, onde vai disputar os principais torneios do circuito, ao lado do parceiro Marcelo Demoliner (número 80). Na agenda da dupla, o ATP de Buenos Aires, na Argentina, o Rio Open e o ATP de Santiago, no Chile. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Nascido no Rio de Janeiro, Romboli, de 37 anos, mudou para Santos quando tinha apenas um ano de idade. Aos 15, outra mudança com a família, desta vez para Guarujá, cidade onde reside desde então. Tendo a Baixada Santista como base, o tenista é um "cidadão do mundo", porque passa cerca de sete meses por ano disputando torneios fora do Brasil. Tantas viagens poderiam ser um problema para administrar a vida pessoal, mas o tenista concilia a disputa do circuito profissional com a esposa, Fernanda. Advogada, ela viaja com o marido e trabalha remotamente. O tênis, aliás, foi o saque inicial do relacionamento. “A gente tinha 15 anos quando se conheceu no Clube dos Ingleses. A gente se conhece de uma vida e estamos casados há 13 anos”, conta Romboli sobre a mulher, que também jogava tênis. Entre um jogo e outro, em algum ponto do planeta, o casal consegue aproveitar para relaxar e fazer turismo. “Ela sempre tenta me puxar para a gente dar uma volta, tirar uma tarde off para conhecer um pouquinho de onde a gente está. A gente consegue sair um pouquinho dessa bolha do esporte, do tênis, dessa pressão”. Meta, ídolos e João Fonseca Sem preferência por piso e confiante em chegar ao top 20 até o final desta temporada, “uma meta bem plausível”, segundo Romboli, ele relembra quando passou a se interessar mais pelo tênis. “Eu cresci vendo o Guga (Gustavo Kuerten) ganhar Roland Garros. Eu tinha oito, nove anos, foi quando criei mais paixão pelo tênis. Àquela época meus ídolos eram Guga e (Pete) Sampras. Eu sou da época de Sampras e (Andre) Agassi. Depois veio o (Roger) Federer. Guga, Sampras e Federer. O (Fernando) Meligeni também, sempre gostei muito”. Romboli também fez coro com grandes nomes do tênis, como Federer e Djokovic, que veem João Fonseca (atual número 32 no ranking de simples) com grande potencial para ser o número 1 do mundo num futuro próximo. “Ele sabe do potencial que tem e realmente é especial. Ele não é hype só do Brasil, ele é hype do mundo inteiro. Tem muitas coisas que podem acontecer no meio do caminho, mas potencial ele tem de sobra. Além de jogar muito bem tecnicamente, ele é mentalmente muito forte, maduro a um ponto incrível, pela idade dele. O João é muito bem estruturado, está em um time excelente, a família é muito tranquila. Ele faz um bem enorme para o tênis do Brasil”.