Ana Marcela enfrenta um momento de reavaliação em sua trajetória, mas seu legado de esforço permanece intacto (Reprodução Instagram) A nadadora baiana Ana Marcela Cunha viveu uma jornada de superação e frustração no Mundial de Esportes Aquáticos em Singapura. Após sofrer um corte no braço durante a prova dos 5 km em águas abertas, ela garantiu apenas o oitavo lugar, com o tempo de 1h03min10s. A atleta, que já coleciona mais de 16 medalhas em mundiais, lamentou o resultado e admitiu que cogita repensar a carreira. O que aconteceu em Cingapura? Na disputa dos 5 km realizada em 17 de julho de 2025, Ana Marcela sofreu um corte no cotovelo direito ainda durante a prova. Mesmo após atendimento médico, conseguiu terminar em oitavo lugar, 1min08s90 atrás da vencedora, a australiana Moesha Johnson. Viviane Jungblut, segunda brasileira na prova, ficou em 21º lugar. Um ferimento que custou o pódio O corte não só afetou o desempenho físico como também tirou o ritmo da nadadora nas voltas finais. Em entrevista, Ana dramatizou: “dei meu sangue” na prova, aludindo ao esforço extremo para superar o incidente e ainda disputar a competição até o fim. Desempenho em prova de 10 km intensifica frustração Um dia antes, Ana Marcela ficou em sexto lugar na prova dos 10 km, distante do pódio em disputas marcadas por calor intenso e qualidade ruim da água em Palawan Beach. Em temperaturas que ultrapassaram 31 °C, a atleta criticou os atrasos e a condição geral da prova. Reflexões sobre o futuro após a competição Mesmo com a extensa carreira — eleita várias vezes melhor nadadora de águas abertas do mundo —, Ana não escondeu a decepção e a angústia. Após o quarto lugar em Paris-2024, ela já disse que chegou a cogitar a aposentadoria. Agora, com a sequência de resultados abaixo do esperado no Mundial, o futuro segue em aberto. A campeã admite que precisa “virar a página” e avaliar com calma os próximos passos. Histórico de excelência e resiliência Em 2024, Ana Marcela conquistou o bronze nos 5 km em Doha, primeira medalha do Brasil na competição naquele ano. Ela soma mais de 17 pódios em Mundiais, incluindo sete ouros em distâncias como 5 km e 25 km Amparada pelo apoio de sua família, equipe técnica e patrocinadores, ela já superou lesões importantes, como a cirurgia no ombro em 2023, e retomou o alto rendimento. O panorama completo: riscos da prova e emocional abalada Condições adversas: adiamentos por causa do calor extremo e da qualidade da água desgastaram o grupo e prejudicaram o rendimento das atletas, inclusive Ana Marcel. Pressão mental: a busca por mais uma medalha olímpica ou mundial mantém a nadadora sob intensa pressão, revelando desgaste emocional após quase desistir em períodos anteriores. Um futuro incerto: aos 33 anos, ela evita prometer participação em Los Angeles‑2028, mas avalia novas competições, como a Copa do Mundo, como possibilidades. -Ana Marcela (1.470410)