EDIÇÃO DIGITAL

Sexta-feira

3 de Julho de 2020

Pandemia de coronavírus afeta Portuguesa Santista e Jabaquara

Presidente da Briosa se preocupa com a continuidade da A2 do Campeonato Paulista. Adelino Rodrigues, do Leão da Caneleira, é contra descontar prejuízo nos jogadores

Enquanto os clubes das Séries A até a D do Brasileiro aguardam um posicionamento da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol, a Portuguesa Santista e o Jabaquara não precisam se preocupar com a redução salarial ou com a decisão de conceder férias coletivas aos atletas. 

E isso ocorre por dois motivos: a maioria dos atletas dos dois clubes recebem um salário mínimo (não caberia redução de 25%) e têm contrato com apenas seis meses de duração. 

Presidente da Briosa, Antonio Carlos Ribeiro de Abreu explica que a única preocupação do clube por conta da paralisação pela pandemia é saber se a Série A2 do Campeonato Paulista terá continuidade. 

“Adiantamento de férias não faz sentido para os clubes que disputam a Série A2. Na Portuguesa, a maioria dos jogadores têm contrato até o final do Paulista. Temos a menor folha salarial da divisão. Eu não posso reduzir o salário em 25% deles, porque ninguém pode receber menos do que um salário mínimo. A nossa preocupação é saber se o campeonato vai seguir. Se não for seguir, a gente já acerta a rescisão dos jogadores antes de virar o mês sem precisarmos pagar mais um mês de salário”, disse.
Ainda de acordo com Carlos Ribeiro, o elenco está com os vencimentos em dia. No entanto, se a Federação Paulista de Futebol (FPF) não repassar a última parcela da cota de participação na Série A2 por conta da paralisação, tudo ficará mais complicado. 

“Em uma reunião não nos foi dada a garantia de que receberíamos essa última parcela. Se virar o mês sem a decisão de que a competição terá continuidade ou não, sem a FPF repassar essa verba muitos clubes não vão sobreviver”. 

Jabaquara 

Adelino Rodrigues, mandatário do Jabaquara, é contra descontar o prejuízo causado pela pandemia nos jogadores. A equipe disputaria, a partir de abril, o Campeonato Paulista Sub-23 da Segunda Divisão, competição que tem o início ameaçado.

“A nossa realidade é bem diferente da dos grandes clubes. Mas aqui no Jabaquara, jogando ou não, os atletas vão receber normalmente. Isso é conta do clube. Se não tivermos campeonato, vamos pagar o que devemos e agradecer a eles”. 
Durante a preparação para o campeonato, o Jabuca manteve alojamentos, refeitórios e outros departamentos à disposição dos atletas. Uma dúvida dele é saber se a FPF, sem a realização do campeonato, vai auxiliar os clubes com essas despesas. 
“Nós tivemos uma reunião com os jogadores e avisamos que aqueles que precisassem de adiantamento para voltar às suas cidades, era só avisar. Espero que a FPF nos auxilie e, junto com a CBF, aproveite o tempo paralisado para repensar o calendário brasileiro”.

Procurado para falar sobre a situação do Santos, o presidente José Carlos Peres não foi localizado, tampouco retornou as ligações. 

Tudo sobre: