EDIÇÃO DIGITAL

Segunda-feira

27 de Janeiro de 2020

De Cubatão, Waguininho sonha com o título da Copa da Coreia

Aos 29 anos, cubatense vive grande expectativa do outro lado do mundo

Aos 29 anos de idade, o cubatense Waguininho vive grande expectativa do outro lado do mundo. Na Coreia do Sul, o atacante conta os dias para a disputa do título da Copa da Coreia. O jogador atua no Suwon Bluewings, da cidade de Suwon, que medirá forças com o Daejeon Korail nos dias 5 e 11 de novembro.

"A expectativa é a melhor possível. Estamos perto de conquistar a Copa da Coreia. Com o título, a gente ganha vaga na Champions League da Ásia em 2020", diz ele. "Decidimos em casa. Na Liga da Coreia não temos mais chances de classificação à Champions, então vamos com todas as forças para buscar o título da Copa da Coreia".

Nascido e criado em Cubatão, Waguininho começou no futsal do Aymoré. Depois defendeu Gremetal, Portuários e Santos. No campo, teve passagem por Portuguesa Santista e São Vicente, onde se profissionalizou – ainda defendeu Mogi Mirim e Oeste no Brasil. Na Coreia, passou pelo Bucheon 1995 antes de vestir a camisa do Suwon Bluewings.

"Estou na Coreia desde 2016. Joguei a segunda divisão pelo Bucheon 1995 e agora estou no Suwon Bluewings, da primeira divisão. Falta um jogo para eu completar 100 partidas aqui, algo muito importante. É uma grande marca. Nunca imaginei jogar aqui, mas fiquei feliz com a proposta. Eu e minha família", comenta o atleta.

Vida boa

Viver tão longe de casa, em um local com idioma e costumes diferentes, não é problema para o brasileiro, que vive com a esposa e os dois filhos. "Me adaptei rapidamente ao país, aos costumes, alimentação, estilo de vida. Aqui é um país muito bom para viver e criar os filhos, com educação e segurança. É um país organizado. Mesmo depois de perder um jogo, você pode sair na rua com a família, levar para jantar tranquilamente", comenta ele, em uma clara referência à intolerância das torcidas brasileiras, que têm por hábito perseguir jogadores quando o time perde.

"Aqui tem muito lugar para passear. Vamos em parques de diversão, aquáticos... O clube costuma dar de dois a três dias de folga após os jogos", completa.

Embora o cardápio seja variado por lá, Waguininho prefere o trivial. "Faço refeições parecidas com as do Brasil. Comemos arroz, feijão, bife, salada", conta. Em campo, o estilo de jogo é de muita marcação e força, segundo ele.

Retorno

Apesar de distante, Waguininho não perdeu o contato com as raízes. "Vejo os jogos do Brasil em casa, vejo todos os canais do Brasil, tudo pela internet, que é muito boa, muito rápida".

Para o futuro, o sonho de defender um grande clube brasileiro está de pé. "Sonho em jogar em um grande clube do Brasil, quem sabe um de SãoPaulo. Ainda quero ficar na Coreia ou em outro país da Ásia ou no mundo árabe. Mas daqui a três anos penso em voltar e encerrara carreira emumgrande clube. Estamos longe da família e dos amigos".

Tudo sobre: