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Sábado

4 de Abril de 2020

Com índice para ir à Paralimpíada, Beth Gomes elogia adiamento: 'Em primeiro lugar, a saúde'

Recordista mundial no lançamento de disco, a cadeirante segue treinando em casa durante a quarentena

Junto ao governo do Japão, o Comitê Olímpico Internacional (COI) bateu o martelo em relação ao período de realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, que seriam entre julho e setembro deste ano. Com o surto global do novo coronavírus, que provocou o adiamento de diversos eventos e a suspensão da grande maioria das temporadas esportivas no mundo todo, a Tóquio-2020 também será disputada em um outro momento, prevista para começar em julho de 2021. Classificada à Paralimpíada, a santista Beth Gomes elogiou a decisão tomada pelos organizadores da competição.

"Acredito que, em primeiro lugar, está a saúde de todos os atletas. O que o Comitê Internacional decidiu teve a determinação do comitê nacional que nos rege. Antes de adiarem, o Canadá anunciou que não iria participar. A Austrália seguiu o mesmo pensamento. São seleções importantes no cenário olímpico e paralímpico. O Brasil também se posicionou a favor da saúde dos seus atletas", comentou a recordista mundial no lançamento de disco em conversa com ATribuna.com.br.

Em quarentena, a paratleta da equipe Fast Wheels, de Santos, revelou que não deixa de treinar em casa. Mesmo longe das pistas de atletismo, ela consegue fazer o básico para se manter em forma, e tem a supervisão de sua treinadora, Rose Farias. "Não estou treinando como deveria, mas tenho treinado como posso, da melhor maneira no momento. Com o adiamento dos Jogos Paralímpicos, teremos mais tempo para nos prepararmos", destacou Beth.

Há, porém, um fator afligindo atletas e paratletas que alcançaram os índices necessários para ir a Tóquio. A santista, diagnosticada com esclerose múltipla há quase 20 anos, pontua que ainda é uma incógnita para todos como ficarão as regras para os que já estavam garantidos nos Jogos. A dúvida que paira na cabeça dela é se haverá uma nova classificação para a competição.

"É uma expectativa que teremos que esperar a uma chamada dos comitês. É frustrante para nós atletas que nos preparamos durante um ciclo, mas a medida tomada se fez necessário para preservar a vida de cada um que estaria neste evento de maior sucesso no mundo. Fui a favor da Tóquio mudar para 2021", concluiu Beth Gomes, que compete na classe FS2 (para cadeirantes).

Além de Beth, há outros dois paratletas da Baixada Santista classificados aos Jogos Paralímpicos do Japão. Nathan Torquato, do parataekwondo, carimbou seu passaporte para o evento este mês, em qualificatório na Costa Rica. Ele é de Praia Grande. Quem também tem vaga é o paraciclista Lauro Chaman, que, embora não seja da região, representa Santos em competições.

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