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Domingo

29 de Março de 2020

Ana Marcela Cunha classifica decisão de passar Olimpíada para 2021 como 'sensata'

Após participar dos Jogos de Pequim e da Rio-2016, maratonista aquática sonha com pódio inédito

Com vaga para disputar a prova de 10 km da maratona aquática no Jogos Olímpicos de Tóquio desde julho de 2019, Ana Marcela Cunha, baiana que representa a equipe santista Unisanta em competições nacionais, classificou o adiamento da Olimpíada para 2021 como uma atitude de sensatez por parte dos organizadores.

"Acredito, sim, que foi a melhor decisão a ter sido tomada. Primeiro porque saúde sempre vem em primeiro lugar. A gente tem que se cuidar muito. Acho que foi uma decisão sensata. A gente precisava disso para ter uma tranquilidade agora de poder cuidar da saúde e depois voltar ao nosso 100% a cada treino. Todo muito sabe como é atleta. Não quer perder nem um segundo de preparação", comentou a maratonista aquática em vídeo divulgado em suas redes sociais.

Ana Marcela sonha com o pódio olímpico inédito. Em sua primeira participação em Jogos, no de Pequim, em 2008, ela conquistou um quinto lugar nos 10 km. Ausente em Londres, em 2012, ela voltou a competir na Olimpíada em 2016. No Rio de Janeiro, ficou em décimo na prova, que é sua especialidade e é a única no cronograma olímpico da maratona aquática.

Ano passado, a nadadora teve a temporada mais vitoriosa de sua carreira. Tanto é que foi eleita a melhor do mundo na modalidade. O ponto alto de seu ano foi no Mundial de Gwangju, na Coreia do Sul, onde faturou a vaga para ir à Tóquio-2020.

"Mas é isso: a gente continua com o mesmo sonho, tudo igual, só que foi adiada em um ano a Olimpíada. A gente segue treinando, assim que for possível, quando acabar essa quarentena, rumo ao nosso maior sonho", finalizou Ana Marcela.

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