Melo alega estar de volta ao comando. Stábile e seus aliados, por outro lado, dizem que a decisão de Ocampos não é válida (Reprodução/X) O Corinthians vive uma crise política intensa que agitou o Parque São Jorge no último sábado, quando Augusto Melo, afastado da presidência do clube, declarou ter retomado o comando, desafiando o atual presidente interino, Osmar Stábile. A controvérsia gira em torno de uma decisão da 1ª Secretária do Conselho Deliberativo, Maria Angela de Sousa Ocampos, que assumiu o órgão após o afastamento de Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho, envolvido em disputas internas e alvo de processos. Disputa pelo comando do Corinthians gera tensão entre líderes Augusto Melo sustenta que sua volta ao comando do Corinthians é legítima, baseada em atos de Ocampos, enquanto Osmar Stábile e aliados questionam a validade dessa decisão, ressaltando que o afastamento de Tuma Jr. também está em debate judicial e político. Essa batalha interna expõe uma guerra pelo poder dentro do clube, marcada por alianças e rixas que surgiram após o fim do domínio do grupo Renovação e Transparência, liderado por Andrés Sanchez, que governou o Corinthians por 16 anos. Quem são os protagonistas da crise política no Corinthians? Romeu Tuma Júnior, delegado e ex-deputado estadual, assumiu a presidência do Conselho Deliberativo em fevereiro de 2024, momento considerado uma vitória política para Augusto Melo. Tuma Jr. conduziu o processo de impeachment que afastou Melo após investigações que indicam suspeitas de irregularidades envolvendo contratos com patrocinadoras e possíveis ligações com organizações criminosas. A Polícia Civil indiciou Melo por lavagem de dinheiro e associação criminosa, aumentando o clima de tensão. Maria Angela de Sousa Ocampos, conselheira e 1ª Secretária do Conselho, assumiu a presidência do órgão durante a licença médica do presidente interino e anulou todos os atos de Tuma Jr., inclusive o afastamento de Melo. Essa decisão é o principal argumento usado por Melo para reivindicar seu retorno à presidência. Osmar Stábile, primeiro vice-presidente do Corinthians e empresário, assumiu o cargo de presidente interino após o afastamento de Melo, conforme previsto no estatuto do clube. Stábile defende a legitimidade de sua posição e afirma que qualquer mudança deve respeitar as regras estatutárias, inclusive a aprovação do Conselho Deliberativo. Augusto Melo, presidente afastado, alega ser vítima de uma articulação política para removê-lo do comando do clube. Sua defesa aponta para supostas influências políticas nas investigações e tenta reverter seu afastamento, mesmo diante do indiciamento formal e do processo de impeachment que está previsto para ser votado também pelos sócios. Impacto da crise política no Corinthians e próximos passos A disputa política interna do Corinthians tem causado instabilidade no clube e atrasado decisões importantes. Além do afastamento de Melo, outros processos de impeachment estão em andamento, relacionados a problemas financeiros, como a reprovação das contas e o aumento do passivo do clube. A Assembleia Geral para a votação final do impeachment está prevista para agosto de 2025. Enquanto isso, a divisão entre os grupos políticos e as ações judiciais continuam a dominar os bastidores do Corinthians, com aliados de Melo e Stábile travando uma verdadeira batalha pelo controle do clube.