Rogério Santos, Vicente Cascione e Banha aparecem empatados na corrida ao paço santista

IPAT indica possibilidade de segundo turno, fato que não acontece na sucessão ao Executivo da Cidade desde 2004

Casos os santistas fossem hoje às urnas, a sucessão ao Palácio José Bonifácio – sede do Executivo municipal – seria definida no segundo turno. Fato que não acontece na corrida eleitoral de Santos desde 2004 (quando Telma de Souza e João Paulo Tavares protagonizaram uma eletrizante corrida eleitoral). E atual disputa seria acirrada entre Rogério Santos (PSDB) e Vicente Cascione (Pros). Os dois pleiteantes aparecem tecnicamente empados na primeira rodada de intenção de votos, apurada pelo Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT).

Assine A Tribuna agora mesmo por R$ 1,90 e ganhe Globoplay grátis e dezenas de descontos!

Leia Mais:

 

Rogério Santos, Vicente Cascione e Banha aparecem empatados na corrida ao paço santista

Bolsonaro pode ser ‘pedra no sapato’ dos candidatos a prefeito

Gestão de Paulo Alexandre Barbosa é bem avaliada, indica IPAT

Mesmo sem ter nome nas urnas, Paulo Alexandre Barbosa lidera pesquisa espontânea, diz IPAT

Rogério é preferido entre os jovens, Cascione no eleitorado mais velho

Zona Noroeste pode definir o próximo prefeito de Santos

 

 

Indicado pela atual gestão de Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), o tucano tem ligeira vantagem na reta inicial da corrida eleitoral. Ele conquistou 11,1% das intenções dos entrevistados. Já o ex-deputado federal está a apenas 0,2 pontos percentual de Rogério, com 10,9%. Na sequência, aparece o vereador Antonio Carlos Banha Joaquim (MDB), que obteve 7,5%, na pesquisa estimulada – aquela na qual o nome dos pleiteantes é apresentado.

Rogério Santos (esquerda) e Vicente Cascione (direita) estão tecnicamente empatados (Reprodução)

 

 

Como a margem de erro é de 3,5% para baixo ou para cima, os três aparecem tecnicamente empatados. A situação é atípica com base ao histórico das últimas três eleições municipais, nos quais havia a liderança absoluta dos que acabarem sendo eleito nas urnas (João Paulo Tavares Papa – à época no PMDB –, em 2008, e Paulo Alexandre Barbosa, PSDB, em 2012 e 2016).

Para o cientista político Alcindo Gonçalves, coordenador do IPAT, é um cenário totalmente aberto, a menos de dois meses do primeiro turno da eleição, em 15 de novembro. “Há empate técnico, dentro da margem de erro, entre os três, mas com vantagem numérica dos dois primeiros. É quase um empate matemático entre Rogério e Cascione”, diz.

Chama a atenção o hiato que há entre o bloco ocupados pelos líderes e o quarto posto na pesquisa de intenção de votos. A posição é ocupada por João Villela (Novo), com 1,9% de lembrança do eleitorado. Na sequência, surgem Delegado Romano (DC) e Douglas Martins (PT), ambos com 1,6%.

O empresário Bayard Umbuzeiro (PTB) e Guilherme Prado (PSOL) foram lembrados por 1% dos entrevistados. Eles são seguidos por Ivan Sartori (PSD), 0,9%, Tanah Corrêa (Cidadania), 0,8%, Marcelo Coelho (PRTB) e Thiago Andrade (PCdoB), com 0,5%.

Foram lembrados ainda Moysés Fernandes (PV), 0,4%, Marcio Aurélio Soares (PDT), Carlos Paz (Avante) e Luiz Xavier (PSTU), com 0,3%.

O IPAT ouviu, a pedido de ATribuna.com.br, 800 eleitores santistas entre os dias 15 e 16 de setembro, levando em conta a população proporcional de cada bairro.

O intervalo de confiança do levantamento é estimado em 95%, com margem de erro estatístico de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral, com o número de identificação SP-02729/2020.

Cenário aberto

A primeira rodada de pesquisa de IPAT sinaliza, contudo, que as campanhas eleitorais podem ser o diferencial nas urnas. Isso porque três em cada cinco ouvidos ainda não definiram os seus candidatos. Ao menos 46,8% do eleitorado santista não sabe em quem vai votar. Outros 6,8% indicaram não escolher nenhum dos pleiteantes, enquanto 5,8% declinaram anular o sufrágio.

A pesquisa abordou ainda se o apoio de Paulo Alexandre Barbosa teria peso na escolha ao voto depositado na urna. Para 26,5%, a indicação do atual prefeito teria influência na escolha. Outros 30,1% sinalizam que esse pode ser um critério de escolha. Contudo, 20,3% dos entrevistados não escolheriam aquele indicado por Barbosa, enquanto 23,1% não seriam influenciados pelo tucano.

Um alerta para as campanhas, contudo, é o interesse do santistas em comparecer às urnas, apesar da pandemia. A maioria absoluta (85,9%) reafirmou o compromisso cívico. Já 9,5% dos santista inclinaram dúvida quando ao depósito do voto, enquanto 4,6% não devem participar dessa eleição.

Espontânea

Embora não possa concorrer ao cargo, Barbosa foi o mais lembrado na pesquisa espontânea (aquela em que o entrevistado indica seu preferido sem que seja exibido um disco com os nomes dos pleiteantes). O atual prefeito, que cumpre seu segundo mandato, teve 3,1% das intenções de voto.

Rogério aparece na segunda colocação, com 3%, seguido de perto por Banha, com 2,1%. Vicente Cascione teve a lembrança de 1% dos ouvidos pelo IPAT.

Rejeição

No critério de exclusão de voto, Banha aparece à frente, sendo rejeitado por 9,4% dos ouvidos na pesquisa estimulada. Vicente Cascione (4,8%), Douglas Martins(4,3%), Rogério Santos (2,4%), Bayard Umbuzeiro (1,9%) fecham a lista entre os cinco primeiros colocados.

A maior rejeição de Banha é no eleitorado masculino, com 10,2%. Já Rogério obteve igualdade nos dois recortes, sendo declinado por 2,2% dos homens e 2,5% entre as mulheres.

Tudo sobre: