Mães pedem mais atenção do poder público à área da saúde da criança em Santos

Queixas de munícipes referem-se principalmente à demora para conseguir atendimento na rede pública de saúde

Demora para conseguir marcar consultas e exames para crianças estão entre as queixas de moradoras de Santos ouvidas por ATribuna.com.br. Com a proximidade das eleições, munícipes pedem mais atenção do poder público na área da saúde da criança.

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Santos conta atualmente com 32 policlínicas distribuídas pela cidade, mas nem todas as unidades oferecem um atendimento satisfatório, conforme aponta a dona de casa Adriana Corrêa, de 53 anos.

“O atendimento aqui na policlínica da Caneleira está péssimo. Já entrou pediatra, saiu pediatra, voltou pediatra”, conta a munícipe, que costuma levar o filho na policlínica da Caneleira, na Zona Noroeste.

Moradora do bairro, ela pede que o poder público aumente o número de médicos para que a população não precise esperar tanto para ser atendida.

“Para conseguir a consulta demora dois, três meses. Quando consegue a consulta você não consegue fazer os exames que a médica pede”, conta a moradora.

Adriana diz que também espera mais atenção do poder público na UPA da Zona Noroeste. “Às vezes acontece de eu chegar numa emergência com criança e o médico está em outro setor. É uma pediatra só, é bem complicado aqui”.

Para ela, é preciso haver mais investimento na contratação de médicos e enfermeiros para as UPAs da cidade. “A UPA melhorzinha é a Central, porque a da Zona Noroeste é muito demorada. Você pode chegar na segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado, feriado, que é super demorada para qualquer

atendimento, tanto adulto como criança. A estrutura da UPA da Jovino de Melo [Zona Noroeste] e a estrutura da UPA Central é boa, só que faltam mais médicos, mais enfermeiros”.

Já a dona de casa Diana de Melo Isidoro, de 31 anos, reclama da dificuldade para conseguir marcar consulta para a filha de um ano no Ambulatório de Especialidades (Ambesp) da Zona Noroeste.

Ela conta que a bebê tem sintomas de uma doença rara e por isso está tentando marcar consultas e exames; porém, ainda não conseguiu.

“Minha filha tem sintomas de síndrome de Turner. Já falaram que não tem mais endocrinologista aqui, médico para minha filha. E ela precisa fazer os exames para saber se está tudo bem. Eu nem sei como vou fazer”, lamenta.

Atenção à saúde criança

Além do atendimento nas policlínicas, hospitais e UPAs da cidade, também integram a rede de atenção à saúde da criança em Santos o Serviço de Atenção Especializado Infantojuvenil (SAE) e as três unidades do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPS).

Com exceção do SAE e dos CAPS destinados a adultos, as demais unidades da rede de atenção especializada de Santos também atendem crianças, como os Ambulatórios de Especialidades, o Centro Especializado em Reabilitação Física e Intelectual e o Centro de Referência em Saúde Auditiva.

Em nota, a Secretaria de Saúde de Santos informa que não procede a manifestação sobre tempo de espera de três meses para consulta na Policlínica São Jorge/Caneleira. Leia a nota na íntegra:

A Secretaria de Saúde de Santos informa que não procede a manifestação sobre tempo de espera de três meses para consulta na Policlínica São Jorge/Caneleira. A unidade está inserida na Estratégia de Saúde da Família e conta com três médicos generalistas, que atendem de crianças a idosos, além do suporte de um pediatra para atendimento de crianças de 0 a 2 anos. O tempo atual de espera pela consulta é de até 17 dias – antes da pandemia o prazo era de uma semana. 

Sobre a UPA da Zona Noroeste, a unidade inaugurada em fevereiro de 2019 oferece maior infraestrutura para atendimento de pediatria e conta 24h com profissionais da especialidade, sendo dois pediatras durante o dia e um no período noturno. A UPA funciona em sistema de classificação de risco, sendo os casos mais urgentes (vermelho e amarelo) atendidos na unidade em até 15 minutos; já os de menor complexidade (verde e azul), em até 32 minutos.

O atendimento de endocrinologia infantil é oferecido no Ambesp Dr. Nelson Teixeira. No caso da paciente citada, a consulta está marcada para o dia 23 de outubro. Após encaminhamento das policlínicas, os pacientes são inseridos na listagem eletrônica, que segue a data do pedido médico e urgência do caso.

Vale ressaltar que as consultas eletivas (agendadas) foram retomadas, gradativamente, a partir de 15 de junho, após três meses suspensas por causa da pandemia da covid-19, seguindo as recomendações da Resolução da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo (SS - 28, de 17 de março).

 As consultas especializadas são marcadas pela Central de Agendamentos, que liga aos pacientes e também recebe chamadas pelo telefone 0800-9425055, de segunda a sexta (8h às 20h).

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