Gerentes de colônias de férias em Praia Grande pedem ajuda para atrair turistas

Devido à pandemia, atualmente é permitida a ocupação de no máximo 40% dos leitos nos meios de hospedagem

Em Praia Grande, um dos meios de hospedagem disponível aos turistas são as colônias de férias. Conhecidas por hospedar sócios de sindicatos, elas estão espalhadas por diversos bairros da cidade, principalmente na Mirim, onde há uma avenida que concentra dezenas de colônias.

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De acordo com o último levantamento realizado pela Secretaria de Cultura e Turismo (Sectur), Praia Grande conta com 60 colônias de férias. Devido à pandemia de covid-19, porém, nem todas continuam em funcionamento. Atualmente, os meios de hospedagem estão autorizados a operar com no máximo 40% dos leitos ocupados.

Em entrevista para ATribuna.com.br, representantes de colônias de férias localizadas na Avenida dos Sindicatos, no bairro Mirim, reclamam da falta de suporte da prefeitura quanto à possibilidade de reabertura e pedem ajuda do poder público para atrair mais turistas para a cidade.

“No dia que notificaram para fechar, eles (representantes da prefeitura) vieram de porta em porta. Na hora que foi para abrir não falaram nada. Nós abrimos porque vimos na TV que podia”, conta o gerente Genival Agrela, de 45 anos.

A colônia onde trabalha abriu as portas no início de setembro e, segundo ele, a expectativa para o fim do ano é de que os turistas preencham todas as vagas disponíveis, dentro do limite permitido.

“As colônias estão passando por uma dificuldade muito grande. Precisamos de ajuda para trazer mais turistas”, diz Genival. Uma de suas reivindicações é que o poder público invista em banheiros públicos - não apenas químicos - na orla da praia para melhor comodidade dos turistas.

De portas fechadas

O coordenador Eduardo Aquino, de 39 anos, diz que a equipe da colônia onde trabalha está se adequando para tentar voltar a funcionar em dezembro. Ele também se queixa da falta de orientação da prefeitura sobre a possibilidade de reabrir as portas.

“Falta muita comunicação por parte do setor do turismo. No último feriado, a gente nem sabia que tinha sido liberada a ocupação de até 40%”, afirma.

Eduardo diz esperar mais incentivo do município, principalmente no que se refere à taxa cobrada pela prefeitura para autorizar a entrada de veículos de fretamento turístico, já que há hóspedes que chegam ao local por meio de excursões.

“Muitas pessoas deixam de vir por conta dessa taxa. Isso inibe muito o turismo na Praia Grande. Poderia ser um valor mais simbólico”, comenta. Atualmente, a taxa cobrada é de R$ 342,69 para a entrada de micro-ônibus e R$ 514,03 para ônibus.

O gerente José Benedito, de 45 anos, comenta que a colônia onde trabalha ainda não reabriu, mas diz que já há pessoas ligando para saber quando o local deve voltar a funcionar. “Na semana do feriado de 7 de setembro o telefone tocou direto, mas não estamos fazendo reserva ainda”, conta.

Segundo ele, a expectativa é reabrir as portas em dezembro, dependendo de como estiver a situação devido à pandemia de Covid-19.

Sobre as opções de lazer que a cidade oferece aos turistas, ele aponta que na área onde fica a colônia o que mais faz falta são os quiosques, demolidos pela prefeitura em 2018. “Tinha turista que vinha e reclamava porque quando ia à praia não tinha os quiosques”. Atualmente, os novos quiosques da orla da praia estão em construção.

Incentivo ao turismo

Em nota, a prefeitura de Praia Grande informa que investe em atividades de capacitação a comerciantes e prestadores de serviços na cidade para aprimorar a qualidade dos serviços prestados.

A municipalidade destaca, ainda, que também investe no turismo de eventos - para que os visitantes se sintam estimulados a se deslocar até Praia Grande em qualquer época do ano - e em ações de infraestrutura em pontos turísticos, como a remodelação da Praça Portugal, da área de lazer Ézio Dall'Acqua (Portinho) e do Parque da Cidade.

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