Falta de especialistas no Hospital Municipal de São Vicente frustra pacientes

Solução é apostar em conhecidos que trabalham na rede para conseguir atendimento

O aposentado Benedito José Barbosa, 77 anos, enfrentou problemas na próstata com uso de sonda sem nunca sequer passar pelo urologista do Hospital Municipal de São Vicente (antigo CREI). Isso porque não foi possível encontrar um especialista da área que o atendesse na unidade.

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Segundo a neta, a estudante Jully Carramão, 23 anos, ainda que depois de muita espera, os únicos médicos à disposição no local são clínicos gerais e pediatras, “se muito”, diz ela. “A única coisa que conseguimos pela rede pública foi a aplicação das sondas que ele precisava e, ainda assim, perdia-se o dia no hospital. Pagamos um urologista pela consulta particular e ele nos encaminhou para a aplicação na rede”.

A saga começava cedo e levava todo um dia. “Ficávamos na espera e víamos os poucos médicos e enfermeiros de um lado para outro, tentando dar conta de tudo. Entregávamos a guia na enfermaria e aguardávamos mais umas horas para o atendimento. Em resumo, passávamos horas”.

Atualmente, Barbosa não realiza mais tratamento na unidade. A neta Jully, no entanto, acredita que mesmo com todo o chá de cadeira, parte do acesso foi devido ao conhecimento de um funcionário do hospital. “Uma pessoa próxima da família trabalhava no local e nos indicava o horário certo para encontrar os médicos. Quando não estava por lá, nos mandava conversar com alguém e dizer seu nome, para que nos agilizassem”.

Não é essa o recurso com o qual a estudante gostaria de contar, explica. “São Vicente precisa de um prefeito que olhe para a Saúde e realmente escute o que a população precisa. É injusto que a gente conte com esses acessos lá dentro para sermos atendidos. Deveria haver investimentos e reforço na equipe, para que pudessem dar conta de todos os pacientes”.

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