Danilo Morgado comenta planos para PG: 'Represento a libertação e esperança por dias melhores'

Candidato a prefeitura de Praia Grande pelo PSL é servidor público federal e empresário

O empresário e servidor público federal, Danilo Morgado (PSL), tem 35 anos e disputa a Prefeitura de Praia Grande pela primeira vez. Ele acredita que representa a mudança tão esperada pelos cidadãos. Se eleito, promete priorizar as ações na área da saúde, reduzir a burocracia para facilitar a abertura de empresas e geração de novos empregos, assim como ampliar o efetivo da Guarda Civil Municipal e valorizar os servidores públicos. Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

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Quais foram os principais problemas que o senhor enfrentou na campanha? 

A campanha em Praia Grande foi diferenciada, porque a Cidade nunca teve uma campanha forte enfrentando o atual governo, que está ganhando as eleições há 28 anos praticamente sem disputar. Muitos voluntários apareceram para nos ajudar, porque acreditaram no nosso projeto. Durante a campanha, mostrei muitas propostas, não fiz ataques, mas fiz debates. Existem muitos ataques contra mim. Já fui alvo de 36 processos na Justiça Eleitoral. Todas essas ações partiram do PSDB, partido da minha adversária, a candidata do governador João Doria. Conquistei a população pelo meu jeito simples. Sou filho de empregada doméstica e de um motoboy. Fui criado na comunidade, cresci na vida, cheguei no Senado e sei tratar as pessoas mais humildes, o que esse governo não sabe. 

Quais estratégias o senhor está adotando para mostrar que é a melhor opção para os praiagrandenses? 
Vou continuar trabalhando nessa campanha do bem, desmentindo os ataques que venho recebendo de forma pesada e trazendo os 61% de votos que não querem o atual governo, como o resultado das urnas apontou. Naturalmente, esse restante vem para o nosso lado, conforme temos observados nas redes sociais. Se a pessoa votou em outro candidato, é porque queria a mudança. E eu sou o nome da mudança e represento a libertação e a esperança por dias melhores. 

Qual é a sua prioridade número um, se eleito? 

É a Saúde. Temos um problema imediato que é o risco de perdermos o único hospital público que possuímos na Cidade, o Irmã Dulce, que está sendo leiloado. A gente precisa resolver isso e organizar o Município rapidamente, porque estaremos no meio da temporada de verão, quando recebemos 1 milhão de pessoas. Vamos reorganizar a segurança para cuidar dos nossos moradores e dos turistas nesse período. 

Como melhorar a fiscalização do serviço prestado pela organização social SPDM, que gerencia o Hospital Irmã Dulce? 

Precisamos melhorar a fiscalização de imediato, como algumas situações relacionada ao número de funcionários menor do que deveria nos plantões. Os funcionários precisam ser valorizados e respeitados. Não vou quebrar o contrato, mas vamos chamar a OS para rever algumas metas. Uma delas é o tempo máximo para a pessoa ser atendida. As pessoas reclamam que demoram seis horas para receber o atendimento inicial. O Irmã Dulce hoje é o pior hospital da Baixada Santista. 

O candidato falou em reorganizar a segurança. O que senhor planeja para essa área? 

Boa parte dessas câmeras não funciona e elas servem para fazer propaganda. Vamos reorganizar melhor a Guarda Civil Municipal. Há viaturas que ficam paradas em praças e que deveriam estar circulando pelos bairros. Já conversei e estou articulando com vários deputados estaduais o pedido de ampliação do efetivo de policiais. Segurança não dá para resolver de imediato. Precisamos integrar melhor as polícias, melhorar a iluminação e ampliar o efetivo da GCM. Nossa ideia é ter de 60 a 80 homens a mais na corporação a cada ano. 

Como atender o possível aumento de demanda por creches e escolas da rede municipal no próximo ano, devido às consequências da pandemia de covid-19? 

A Prefeitura não tem transparência e não sabemos o deficit real de vagas. A gente precisa fazer parcerias com as creches particulares para diminuir essa demanda, porque os pais precisam trabalhar. O valor pago no aluguel das nossas escolas é muito alto. Há como quebrar o contrato de uma hora para outra? Claro que não, mas já tive conversas e uma articulação com os ministérios da Infraestrutura, Desenvolvimento Regional e Caixa Econômica Federal para comprar essas unidades ou construir novas escolas. É preciso ter projeto e eu sei qual é o caminho. Sempre fiz isso para os prefeitos irem ao lugar certo e obterem recursos no Governo Federal. Para Praia Grande conseguir recursos federais e estaduais faltam três coisas: projeto, articulação e vontade. E eu tenho isso. 

Quais são os planos para melhorar a formação dos professores? 

Precisamos valorizar não só os professores, mas todos os servidores da Educação. Precisamos refazer o plano de carreira. Vamos fazer parcerias com universidades particulares para requalificar os docentes e ofertar pós-graduações para trabalharem melhor. 

Quais são os seus planos para os servidores públicos? 

Vamos valorizá-los, voltar a fornecer cesta básica aos inativos e aumentar o valor do auxílio-alimentação. Periodicamente, vamos ter reuniões com o sindicato da categoria e as nossas portas estarão abertas para trazer as demandas do funcionalismo. Além disso, pretendemos reduzir o número de secretarias para 14 ou 15, o que vai gerar uma economia de R$ 3 milhões/mês. Esse recurso vai direto para a saúde. Vamos revisar todos os contratos e cortar cargos comissionados. 

Como o senhor pretende atrair novas empresas e gerar mais empregos? 

Vamos desburocratizar a forma de abertura de empresas e ser uma cidade parceira daqueles que querem empreender. No início do ano, vamos abrir novas licenças para ambulantes para quem é da Cidade. Após isso, vamos rever as licenças de quem mora fora da Cidade. O trabalhador vai ser respeitado. Vamos ter uma assessoria jurídica para auxiliar o pequeno comerciante na regularização de seu negócio. 

Como melhorar a zeladoria? 

Os contratos de zeladoria são muito caros e o funcionalismo está sendo mal utilizado. Vamos criar frentes de trabalho com pessoas dos próprios bairros. Tenho como projeto a troca das lâmpadas amarelas da iluminação pública por lâmpadas de LED. Ao melhorar a iluminação, vamos melhorar a segurança. 

Quais são os seus projetos para a antiga terceira zona residencial? 

Vamos fortalecer a parte de esporte e lazer para as crianças e para os jovens terem ocupação fora da escola. Vamos oferecer cursos de qualificação em parceria com associações e igrejas. Vamos fortalecer o comércio. Os moradores reclamam demais do transporte coletivo e pretendemos aumentar o número de micro-ônibus para entrar pelos bairros. Vamos resolver a questão do saneamento básico. Os planos do Governo do Estado para esta área estão parados e vou cobrar providências. Também queremos avançar na regularização fundiária. 

O senhor planeja rever os itinerários e criar novas linhas no transporte coletivo? 

Precisamos de mais ônibus e criar novas linhas. Algumas delas fazem viagens muito longas e dão muitas voltas. Não vejo espaço para o transporte alternativo neste momento, mas faremos uma parceria com os motoristas de vans para que os turistas recebam vouchers para andar nessas vans em linhas turísticas. 

Quais são os grandes projetos estratégicos que o senhor defende e que exigem recursos federais e/ou estaduais? 

A cobertura do canal da Avenida Pau Brasil, no Samambaia, para criar uma área de lazer e uma ciclovia. Defendo a cobertura do canal da Mirim/Anhanguera (Canal da 18). Vamos cobrar do Governo do Estado a duplicação do Viaduto do S e, se for necessário, pedir ajuda federal. Tenho recurso garantido para a construção de um hospital público veterinário, que é uma emenda impositiva do deputado federal Cezinha de Madureira (PSD). Defendo a construção do Hospital da Mulher, que exigirá recursos federais. 

Se o senhor for derrotado, pretende ajudar a nova prefeita? 

Sempre vou estar à disposição da Cidade. Tentei ajudar o Município nos últimos anos, mas a Prefeitura não tem nenhum projeto aprovado em Brasília. Vivo há mais de dez anos aqui. Desde o primeiro dia sempre me coloquei à disposição e isso não vai mudar. 

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'Para Praia Grande conseguir recursos federais e estaduais faltam três coisas: projeto, articulação e vontade. E eu tenho isso'

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