Candidatos a Prefeitura de Santos divergem sobre resultado da 2ª pesquisa IPAT

Opiniões variam conforme destaque obtido na consulta do último domingo (25)

Foi grande a repercussão sobre a 2ª pesquisa de intenções de votos entre os candidatos a prefeito de Santos realizada pelo Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT). Alguns comemoraram a evolução e a queda na rejeição, enquanto outros disseram preferir a definição das urnas, no dia 15 de novembro.

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O cientista político e coordenador do IPAT, Alcindo Gonçalves, destacou os 15 anos de “tradição, seriedade e competência” do instituto em todos esses anos.

O levantamento do IPAT ouviu 800 pessoas entre os dias 21 e 22 de outubro. O nível de confiança da pesquisa, registrada na Justiça Eleitoral sob o número SP00277/2020, é de 95%.

Sobre a pesquisa, Gonçalves diz que ela foi “muito bem construída”. “É uma amostra que respeita a população dos bairros de Santos, ou seja, ela é feita proporcionalmente aos moradores dos vários bairros, respeita a proporção de homens e mulheres e a faixa etária da população eleitora”.

O coordenador do IPAT ressalta, ainda, que a pesquisa busca construir uma amostra que reproduza, em escala reduzida, a população eleitora do Município. “Estou convencido que a nossa pesquisa fez esse papel”.

A Tribuna entrou em contato com os candidatos e reproduz abaixo o posicionamento deles. A ordem respeita o índice de intenção de votos do levantamento. Embora tenha sido dado o mesmo espaço a todos, cada candidato emitiu sua opinião com a argumentação que julgou necessária.

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Rogério Santos (PSDB) - 37,7%

“É momento de agradecer o carinho e o apoio que estou sentindo nas ruas, que é refletido na pesquisa da A Tribuna. Esse resultado é fruto do trabalho de uma equipe que está sendo visto em toda a Cidade e demonstra que estamos no caminho certo e que temos muito que caminhar ainda”.

Vicente Cascione (Pros) - 7,2%

“A Tribuna faz escancarada campanha em favor do candidato oficial. Cinquenta anos como articulista do jornal, e me demitiram por eu ser candidato”.

A Tribuna esclarece que o advogado Vicente Cascione não foi ‘demitido’. Teve apenas, durante o período de campanha eleitoral, sua coluna dominical em AT Revista suspensa, para garantir espaços e condições iguais a todos os candidatos.

Banha (MDB) - 5,1%

Nas pesquisas publicadas anteriormente, em todas, pontuei em primeiro ou em segundo lugar. Tudo é muito confuso. Porém, fazendo análise das últimas pesquisas, de outro veículo, aponta que o candidato do Governo tem 19,2%, minha candidatura tem 12,7% e Cascione, 7%. Na Pesquisa IPAT, vejo um cenário diferente. Já a margem de indecisos nas duas é significativamente alta, então, ainda não temos cenários definidos.

Ivan Sartori (PSD) - 4,5%

“Analiso essa pesquisa com muita desconfiança para não dizer diferente. Veja a pesquisa que saiu (de outro veículo) com um empate entre mim e o Rogério. Então, não acredito na pesquisa realmente”.

Delegado Romano (DC) - 1,4%

“Há um consenso geral no descrédito e na eficácia dos números apresentados nas pesquisas eleitorais, apesar da preocupação dos institutos de pesquisa apresentarem fórmulas e técnicas, vemos uma alteração constante nas posições e nos resultados, justamente conforme o instituto e os 'interesses' envolvidos!”.

Guilherme Prado (PSOL) - 1,2%

“Os números mostram duas coisas: o crescimento da nossa candidatura e a insatisfação profunda das pessoas com o processo político. E vem daí a nossa animação para virar o jogo: reencantar os desencantados com a política. Isso será possível com nosso projeto sendo aplicado, pois ele visa substituir os acordos de gabinete pela intensa participação popular”.

Carlos Paz (Avante) - 0,6%

“A pesquisa mostra que a eleição está indefinida devido ao alto índice de eleitores que ainda não escolheram o seu candidato. No meu caso, obtive um crescimento de 100% e acredito que devemos continuar crescendo, pois este percentual foi alcançado sem a pré-campanha devido à falta de recursos”.

João Vilella (Novo) - 0,6%

“As grandes variações (nos índices), (ao serem) comparados à pesquisa anterior, mostram que o eleitor ainda não está fidelizado aos candidatos. Comemoramos a baixíssima rejeição, mas lembro que, em Minas Gerais, na eleição de 2018, o atual governador seria no máximo quarto colocado 20 dias antes do pleito. Nosso ânimo se mantém inalterado”.

Marcelo Coelho (PRTB) - 0,5%

“Temos três semanas e tudo pode mudar. E, embora respeite o trabalho dos pesquisadores, (a pesquisa) não mostra o sentimento do santista. As melhores pesquisas são daqueles que estão nas ruas o dia inteiro e em todos os lugares, neste caso, os candidatos”.

Marcio Aurelio (PDT) - 0,5%

“A pesquisa reconhece que há muitos indecisos na mesma Santos que, em 2018, teve o PDT de Ciro Gomes como 2ª maior força na eleição presidencial. Logo se identificarão com nosso plano de governo”.

Thiago Andrade (PCdoB) - 0,4%

“Fiquei muito satisfeito com a pesquisa. A nossa rejeição caiu, mantivemos a posição da última (pesquisa, como intenção de votos). Vamos seguir a campanha como a gente tem feito: olhando no olho das pessoas, falando com honestidade, fazendo a campanha simples”.

Bayard Umbuzeiro (PTB) - 0,4%

“Li com perplexidade a pesquisa. O jornal ignorou o importante levantamento de caráter espontâneo e induziu a opinião pública a pensar que apenas 20,9% ainda não decidiram o voto. Outros institutos fizeram o levantamento completo e indicaram que mais de 66% ainda não sabem em quem votar ou alegam que não votarão em ninguém”.

Moyses Fernandes (PV) - 0,3%

“Atualmente o ‘não sei’ conta com 20,9% enquanto ‘vou votar em branco ou nulo’ tem quase 14%, quase liderando a pesquisa. Isso mostra que grande parte do santista ainda não decidiu em quem vai votar para prefeito e para vereador. Por isso entendo que a melhor pesquisa é aquela que ocorre dia 15 de novembro”.

Tanah Correa (Cidadania) - 0,3%

“Nos estimula a reforçar nossas propostas principalmente analisando as duas pesquisas publicadas esta semana”.

Luiz Xavier (PSTU) - 0%

“Essa é a ‘democracia dos ricos’, com verbas milionárias e máquina eleitoral. Aqueles candidatos comprometidos apenas com banqueiros e empresários, que enganam os trabalhadores e o povo pobre para se manter no poder. Programas como o nosso não têm tempo na TV”.

Sem resposta

A Reportagem entrou em contato com o candidato Douglas Martins (PT) e sua assessoria, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

 

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