Nuvem-funil foi flagrada em Ilha Comprida (Arquivo pessoal/Edmar Marley) Uma nuvem-funil, que é parte do processo de formação de um tornado, foi flagrada em Ilha Comprida, no litoral de São Paulo, na manhã de domingo (4). Um morador da cidade, ouvido por A Tribuna, contou que registrou diversas ocorrências do fenômeno em cerca de uma hora. (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o serralheiro Edmar Marley Ferreira, de 38 anos, os primeiros registros foram feitos por volta das 10h20, na Praia de Pedrinha. Ele acrescentou que registrou cerca de seis formações de nuvens-funil até por volta das 11h30. Ainda segundo Edmar, ele havia saído com um grupo de amigos para surfar na praia e notou que o tempo começou a fechar. Além disso, ele destacou que não é a primeira vez que flagrou esse tipo de ocorrência. “Em momento nenhum, a gente se assustou, porque eu moro aqui desde criança, então tô acostumado a ver. Mas, em grandes quantidades, foi a primeira vez que eu vi. Não tinha visto várias descendo em tão pouco tempo”, afirmou. -Formação tornado (1.460769) Edmar, então, decidiu publicar os registros nas redes sociais. Assim que a postagem foi feita, moradores relacionaram a nuvem-funil com a ocorrência de um tornado no litoral de São Paulo. A Defesa Civil do Estado, porém, acrescentou que o fenômeno ocorre quando há ventos rotacionais dentro de uma nuvem de tempestade, criando uma circulação atmosférica que faz com que a nuvem vá em direção ao solo, devido à diferença de temperatura. “Essa é a formação de um tornado, porém só podemos classificar a nuvem-funil como sendo um tornado quando ela toca o solo”, ressaltou o órgão. A pasta ainda acrescentou que a ocorrência de tornados é caracterizada por chuva de granizos momentos antes da nuvem tocar o solo. “Após alguns instantes, a chuva (líquida) começa e o tornado pode ou não ganhar força. Isso dependerá da atmosfera local”, explicou a Defesa Civil, em nota. A formação de um tornado depende, ainda, do favorecimento do terreno, que em sua grande maioria costuma ser de planície. A Defesa Civil destacou ainda que é impossível o fenômeno ocorrer próximo ou em montanhas, vegetação densa/alta e em cidades com prédios.