Wellington Mazini também foi alvo de denúncia de se passar por médico durante atendimentos na Grande São Paulo (Reprodução/ Redes sociais) Wellington Mazini, preso por se passar por médico e atender pacientes na Unidade Básica de Saúde (UBS) Marcondes Andrade Pereira, em Cananéia, no litoral de São Paulo, foi alvo de denúncia por fatos semelhantes meses antes da prisão. Em setembro de 2025, um empresário registrou ocorrência em Santo Amaro, na Grande São Paulo, e chegou a pedir a abertura de inquérito policial pelos mesmos crimes. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O falso médico foi preso no dia 7 de janeiro após utilizar o CRM (registro junto ao Conselho Regional de Medicina) de um profissional com quem mantém sociedade em clínica na Capital. Assim, ele realizou exames em unidade de saúde de Cananéia e afirmou que agiu a pedido do médico, pelo qual receberia R\$ 1,5 mil de "ajuda de custo". O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) abriu sindicância para apurar o caso. Uma denúncia apresentada ao 11º Distrito Policial de São Paulo atribui a Mazini e familiares crimes como associação criminosa, estelionato, falsidade ideológica e material, além de apropriação indébita, segundo o g1 Santos e Região. A acusação aponta que ele se apresentava como o mesmo médico cujo CRM foi usado no episódio em Cananéia e que teria feito, ao menos, dez atendimentos na Grande São Paulo. De acordo com a denúncia, Mazini realizou procedimentos como ultrassonografias de próstata, vias urinárias, abdômen total e exames do aparelho urinário. O documento afirma que os atendimentos colocaram em risco a saúde de pacientes, já que foram feitos por alguém sem habilitação legal. Na última semana, o Ministério Público havia denunciado Wellington Mazini por estelionato, perigo para a vida, exercício ilegal da medicina e falsidade material. Somadas, as penas podem chegar a 13 anos de prisão. A defesa, representada pelo advogado Celino Netto, classificou a denúncia como “excessiva” e que as acusações serão contestadas ao longo do processo. Habeas corpus negado O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou, no último dia 13, pedido de habeas corpus que solicitava a soltura do empresário. Para os desembargadores, há indícios de autoria e materialidade dos crimes, e a liberação poderia representar risco à sociedade. A defesa alega que Mazini agiu com autorização do médico com quem possui sociedade. Segundo o advogado, o empresário atua há quatro anos como estagiário e teria sido autorizado a realizar os atendimentos em Cananéia, contando com permissão para uso do nome e assinatura do profissional. O médico citado não se manifestou. Mazini afirmou ser estudante do quinto ano de Medicina e disse cursar especialização em ultrassonografia.