O médico receitou hidroxizina para Heitor (Arquivo pessoal) O Hospital Pronto-Socorro Dr. Manoel Perez Bazan, em Juquiá, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo, enfrenta mais uma reclamação de paciente. A nova queixa envolve o atendimento prestado na sexta-feira (2) a um recém-nascido, com 19 dias de vida. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Rayana Rosa dos Santos, de 21 anos, é mãe de Heitor Domingues e precisou levá-lo ao hospital. Segundo ela, o bebê apresentava dificuldades para respirar, mas o médico de plantão prescreveu hidroxizina, que, de acordo com a mãe, não tinha relação com o quadro clínico da criança - o medicamente geralmente é utilizado para alergias e dermatites. "Ele nem tocou no meu filho. Disse que não havia nada a ser feito e não passou mais nada. Fui embora com o coração na mão", conta Rayana. Horas depois, ao perceber a piora no estado de saúde de Heitor, ela procurou o Pronto Socorro de Miracatu, onde o bebê foi colocado em observação, aguardando vaga de internação via Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross). No sábado (3), o bebê foi transferido por volta das 14h para o Hospital Regional Dr. Leopoldo Bevilacqua, em Pariquera-Açu, onde segue internado com suspeita de infecção pulmonar e recebendo antibióticos. "Aqui ele está tendo todo o cuidado. Está bem melhor, não precisa mais de oxigênio", diz a mãe, que acompanha o filho mais novo no hospital enquanto o mais velho, de 2 anos, permanece em casa com familiares. A mãe de Heitor acrescenta que não é a primeira vez que passa por problemas no hospital de Juquiá. Durante a gestação, em abril, ela enfrentou demora no atendimento após a perda do tampão mucoso, o que resultou em complicações e necessidade de procurar atendimento em outra unidade no dia seguinte. "Tenho trauma daquele hospital. Não é a primeira, nem a segunda vez. Se eu tivesse ficado em casa, podia ter perdido meu filho", desabafa. Posicionamento Em nota, o Instituto de Gestão, Administração e Treinamento em Saúde (Igats), que realiza a gestão do Pronto-Socorro Dr. Manoel Perez Bazan, disse que o atendimento prestado à criança "foi realizado de forma adequada, com base nos protocolos assistenciais e normas técnicas estabelecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS)". A entidade afirma que a equipe médica "seguiu os procedimentos compatíveis com o quadro apresentado, garantindo um atendimento seguro, responsável e dentro dos critérios clínicos definidos pelas diretrizes nacionais". O IGATS ressalta que, por respeito à privacidade da paciente e ao sigilo médico, "não serão divulgados detalhes do caso". A entidade reafirma seu "compromisso com a transparência, com a ética e, sobretudo, com a prestação de um atendimento digno, técnico e responsável à população". A reportagem de A Tribuna procurou a Prefeitura de Juquiá e aguarda resposta.