Vacina de Oxford/AstraZeneca chega à Baixada Santista nesta terça-feira

Governo Federal entrega nesta terça (26) 7.340 doses do imunizante a Santos e 3.500 a Guarujá, ainda insuficientes para o público prioritário

O prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB), anunciou que a cidade receberá nesta terça (26) 7.340 doses da vacina Oxford/AstraZeneca, enviadas pelo Governo Federal e repassadas pelo Estado. O imunizante será entregue na Arena Santos e, ainda nesta terça-feira, distribuído a hospitais públicos e particulares, onde as doses serão aplicadas. Guarujá informou que receberá 3.500 unidades.

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A exemplo da primeira remessa, da CoronaVac, que chegou há uma semana, esta será destinada a profissionais de saúde da linha de frente contra a covid-19 — trabalhadores em prontos-socorros, unidades de terapia intensiva (UTIs), centros de covid e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Mesmo essa segunda remessa será insuficiente para vacinar todos os profissionais da linha de frente contra a covid-19: são cerca de 24 mil trabalhadores e, contando-se os envios estadual e federal, chegaram 16.990 — das quais 2.403 foram destinadas a casas de repouso da Cidade.

O secretário municipal de Saúde, Adriano Catapreta, disse que “nos foi assegurado que podemos usar todas as vacinas que chegarem para aplicar a primeira dose. Não precisamos guardar. (O efeito) Dura até 28 dias, e (a segunda dose) será entregue de 15 a 21 dias após a primeira aplicação”.

O secretário também comentou que não haverá mistura de fabricantes. “Está tudo muito bem elaborado. Quem tomou a CoronaVac tomará a CoronaVac (na segunda dose). Quem tomar a de Oxford, será a de Oxford. E, (com) a que chegar, vacinaremos nossos munícipes”, reforçou, para declarar que os imunizados não escolherão a origem da vacina.

Não há data para o início da vacinação de maiores de 60 anos. O prefeito disse que trabalhará para a chegada da vacina rapidamente, pois a Cidade precisa de “atenção especial” devido ao tamanho da população idosa — 22% dos cerca de 433 mil moradores.

RESTRIÇÕES

Rogério Santos também anunciou nesta segunda (25) que será vetado o consumo de alimentos e bebidas em vias públicas, como praças, logradouros, praias e calçadas, após as 20 horas. Um decreto, publicado hoje, ajustará o Município às regras da fase laranja do Plano São Paulo de retomada econômica.

“Seremos mais rígidos com consumo fora dos estabelecimentos comerciais. A maioria dos estabelecimentos tem se comportado, mas o indivíduo, não”, disse. Santos também afirmou que aglomerações em praças, calçadas e praias “não vão acontecer mais”.

A Administração permitirá o comércio ambulante nas praias em dias úteis, com limite de dez cadeiras para evitar aglomerações. Porém, aos finais de semana, essa atividade e esportes coletivos serão proibidos. Atividade física individual — caminhada, surfe — estarão liberados.

“Estaremos com a fiscalização concentrada justamente nestas situações: aglomerações em áreas públicas, em atividades clandestinas como festas e baladas, e estabelecimentos que não cumprem as regras”, declarou.

O prefeito pediu ajuda à população. “É uma guerra, e o inimigo comum é o vírus. O maior desafio é salvar vidas conciliando saúde e economia”.

PREOCUPAÇÃO

O prefeito santista demonstrou preocupação como crescimento de casos, e especialmente de óbitos, no município. Segundo ele, nos últimos 14 dias, o número de mortes por coronavírus cresceu 32%. “É um terço de pessoas, vizinhos, amigos, que estão morrendo. Então, precisamos estar atentos”. Rogério Santos também criticou um movimento, que disse haver em todo o País, de relaxamento quanto à prevenção, como o uso de máscara. Segundo ele, a taxa de isolamento em Santos tem sido de 34%.

“Já foi (de) mais de 50%. Estamos vendo este tipo de comportamento no Brasil todo. Esse comportamento inadequado está abrindo flanco para esse inimigo (o vírus).”

 

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