Índice de trotes tem caído, mas o desperdício de recursos ainda permanece, com risco a casos reais (Matheus Tagé/ AT/ Arquivo) Os números de trotes ao Samu de Santos vêm recuando este ano. Em janeiro, 10,2% das ligações ao serviço eram falsas; em março, esse número caiu para 7,5%. Entretanto, segundo a Prefeitura, o índice ainda é considerado alto (547 trotes, de 6.523 chamados) e representa uma constante batalha de conscientização por parte da equipe do Núcleo de Educação Permanente (NEP) do Samu do Município. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O secretário de Saúde de Santos, Fábio Lopez, alerta que os trotes podem atrapalhar o serviço e resultar no envio desnecessário de ambulâncias. “É um desperdício de recursos e uma situação perigosa. A cada trote atendido, há uma chance de que alguém com uma emergência real aguarde por mais tempo”, destaca o secretário da Pasta. A Central de Atendimento do Samu de Santos também recebe ligações de Bertioga e Guarujá. Essas cidades também são prejudicadas pelos trotes, que desviam recursos e comprometem o tempo de resposta a quem realmente precisa. Códigos Segundo a Administração Municipal, as ocorrências são separadas em cinco tipos de código: vermelho, em que a ambulância chega em até 15 minutos; laranja, em até 30 minutos; amarelo, até 60; verde, até 120 minutos; e azul, para atendimento acima de quatro horas. Com a classificação de urgência definida, a ocorrência é transferida para o rádio operador que encaminha as ambulâncias. Quando acionar A pessoa pode solicitar o Samu através de ligação gratuita no número 192, em caso de problemas cardiorrespiratórios; intoxicações; trabalhos de parto com risco de vida à mãe e ao feto; e crises hipertensivas. O chamado também pode ser feito para ocorrências de acidentes com traumas, tentativa de suicídio, surtos psiquiátricos, violência sexual, agressão, choque elétrico e acidentes com produtos perigosos. Em algumas situações é necessário também o acionamento do Corpo dos Bombeiros (CB) e da Polícia Militar (PM).