Incêndio destrói moradias no Dique do Sambaiatuba em São Vicente; VÍDEO

Cerca de 10 viaturas dos Bombeiros estão no local e ninguém ficou ferido

Por: Por ATribuna.com.br & Com informações de Júnior Batista &  -  11/01/21  -  13:18
Atualizado em 11/01/21 - 13:27
Cerca de quatro barracos foram atingidos pelo incêndio
Cerca de quatro barracos foram atingidos pelo incêndio   Foto: Carlos Nogueira/AT

Um incêndio atingiu cerca de quatro moradias na comunidade Dique do Sambaiatuba em São Vicente, nesta segunda-feira (11). Segundo o Corpo de Bombeiros, 10 viaturas com 35 bombeiros foram enviados ao local para conter o incêndio. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.


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Segundo os moradores, o incêndio começou por volta das 8h30 e foi controlado cerca de uma hora depois. Com apenas o vestido do corpo, cabelos presos com um elástico e o gatinho mais novo agarrado aos braços, a catadora de latinhas Doracy Farias, de 47 anos, desacreditava no que via.


O barraco de madeira que construiu com muito custo há cerca de três anos foi abaixo com o incêndio. “Eu não sei o que vou fazer... Não acredito. Não acredito. Perdi tudo, tudo”, repetia ela. Os poucos eletrodomésticos, cama, roupas e documentos dela e a filha de 15 anos, além do neto de quatro meses, se foram com as chamas.


Para a mulher que viveu a vida toda no aperto, esse foi o pior golpe. “Saí de casa aos 14 anos, porque era maltratada em casa. Meu pai casou várias vezes”, conta ela, que fugiu com um amigo de Registro para São Vicente, em busca de algo melhor.


Morou na rua, foi abusada. O passado triste parecia ter acabado quando ela finalmente conseguiu o mínimo que é digno a um ser humano: um teto. Mínimo, já que o barraco de madeira é feito sob o rio, próximo ao lixo, sem saneamento ou luz.


A vizinha, Eliana Cristina, acolheu Doracy. Conseguiu fazer a casa de concreto, mas ouviu quando a correria começou por causa do incêndio. “É um absurdo isso, gente. E agora, o que ela vai fazer? Isso é muito desumano, não dá para viver assim”, diz ela.


Morador da comunidade, Renan Arthur ajudou os moradores quando percebeu o incêndio. Ele se juntou a outros moradores para evitar que as chamas atingissem as casas vizinhas. “Começamos a quebrar os canos, encher os baldes e também as madeiras pra não chegar na casa dos outros”, diz.


Imagens feitas pelo repórter fotográfico de ATribuna, Carlos Nogueira, mostram como as casas ficaram. Agora equipes atuam para que o incêndio não volte.



A Prefeitura de São Vicente, por meio da Defesa Civil, informou que o incêndio ocorreu na comunidade localizada atrás dos prédios do CDHU, no Dique do Sambaiatuba. O fogo foi controlado e não há risco de propagação. O maior risco é a parte elétrica, mas a Companhia Piratininga de Força e Luz (CPFL) está no local.


A Secretaria de Assistência Social (Seas) está levantando informações se há cadastro desses moradores para estabelecer um plano de acolhimento e encaminhamento dessas famílias.


O secretário de assistência social da prefeitura, de São Vicente, Leandro Valença da Silva, afirmou que vai disponibilizar espaços para as doações às quatro famílias que foram atingidas pelo incêndio. “Trabalharemos em conjunto com as outras secretarias até que as famílias todas sejam atendidas”, diz.


A Secretaria de Habitação (Sehab) também está a postos para auxiliar no que for possível.


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