[[legacy_image_189533]] A Prefeitura de São Vicente “tem interesse” em pedir à empresa que assumir o transporte coletivo municipal em caráter de emergência que aproveite “os bons profissionais” que trabalham na Otrantur. O Município quebrou o contrato com a concessionária na sexta-feira (1). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “A Prefeitura ressalta que a responsabilidade da contratação é da empresa concessionária, assim como toda relação trabalhista, não sendo obrigação para que ela atenda a solicitação da Administração Municipal”, informou a Prefeitura, ontem à noite, em nota. Por enquanto, os funcionários da Otrantur, em greve geral desde sexta-feira, esperam a próxima audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). É quando também deve ser discutida a rescisão contratual dos empregados. De forma paralela, a Otrantur pode negociar com os grevistas. O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sindrod), José Alberto Torres Simões, comentou que, na audiência de conciliação de segunda-feira (4), “a empresa não tinha nenhuma proposta de pagamento dos trabalhadores nem de negociação de data-base. Então, a gente, junto com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), pediu adiamento para a próxima segunda-feira”. O Sindrod informou que parte da dívida foi quitada após o adiantamento do subsídio, feito pela Prefeitura de São Vicente na segunda-feira. Segundo o sindicato, a Otrantur pagou salários atrasados, vale-refeição e cesta básica da equipe de manutenção e administrativa. Agora, aguarda o restante: “A cesta básica, o vale-refeição desse mês e duas parcelas do acordo que foi feito no TRT”. Durante a greve, por ordem do tribunal, 70% da frota de ônibus circula no horário de pico (entre 6 e 9 e das 16 às 19 horas), e 50%, nos demais horários. O número representa, respectivamente, 21 e 14 veículos em circulação. “A partir do momento em que a empresa pagar a dívida dos trabalhadores e apresentar a proposta de renovação do acordo coletivo deste ano, a greve se encerra automaticamente, porque a empresa não fica com nenhuma pendência”, diz o vice-presidente do sindicato. Para agosto A Prefeitura de São Vicente confirmou que a última parcela do subsídio foi paga, e a Otrantur opera na Cidade até o fim do mês. Também afirmou que fará um contrato emergencial, para que uma nova empresa assuma o transporte em agosto e seja aberta uma licitação de caráter permanente. A Otrantur não se pronunciou. *Com informações de Gabriel Fomm