Trabalhadores tomaram decisão à noite, em reunião no Sintramem (Sintramem/Divulgação) Em assembleia na noite desta segunda-feira (7) no Sindicato dos Trabalhadores no Magistério e na Educação Municipal (Sintramem) de São Vicente, a categoria manteve a greve por tempo indeterminado e marcou atos até quinta-feira — quando a paralisação completará uma semana. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Haverá novos atos na Prefeitura nesta terça-feira pela manhã e, à tarde, na Câmara. Quarta, de manhã e à tarde, ocorrerão carretas nas principais vias da Cidade. Na quinta, os servidores farão atos na Prefeitura e na Secretaria de Educação, pela manhã, e na Câmara, à tarde. Às 17 horas desse dia, nova assembleia no Sintramem. Nesta segunda, em dois períodos, trabalhadores se manifestaram diante do Paço Municipal, onde novamente reivindicaram correção salarial acima dos 3,5% oferecidos pela Administração — ou R\$ 0,80 por hora-aula, conforme o sindicato. Também se reivindicam correção inflacionária de 4,82%; plano de recuperação salarial de 13,07%, referente aos anos de 2021 a 2023; aumento da cesta básica, de R\$ 400,00 para R\$ 805,84, e do auxílio educação, de R\$ 250,00 para R\$ 700,00. “É uma categoria que precisa de dois movimentos por dia para mostrar a sua insatisfação, a sua indignação com um prefeito que, mesmo com a categoria em greve, aumenta cargos de confiança e aumenta a gratificação e diz que não tem dinheiro para dar para os professores. Então, isto é um abuso, é um absurdo”, disse o presidente do Sintramem, Roberto Cicarelli Filho. A Administração revelou que a greve afetou, pela manhã, 49 escolas — 30 não tiveram aulas e, em 19, houve paralisação parcial, com comparecimento de professores abaixo dos 70% determinados pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP). Nesta segunda, em dois períodos, servidores da Educação vicentina se manifestaram diante do Paço Municipal (Sintramem/Divulgação) A Procuradoria do Município requereu à Justiça o aumento do valor da multa ao sindicato, devido ao descumprimento. Também pediu marcação de audiência para tentativa de conciliação com a classe. O sindicato não teria comparecido a uma audiência na quinta-feira, no início da greve, segundo a Prefeitura — o sindicato diz não ter sido notificado em tempo. “A Administração Municipal reforça o entendimento de que o direito à greve é legítimo, desde que cumpra com o determinado pela Justiça, o que não vem sendo respeitado pela categoria. A Prefeitura continuará obedecendo à determinação da Justiça, exercendo a fiscalização do cumprimento da ordem judicial para não prejudicar as crianças”, afirma, em nota.