[[legacy_image_316701]] O problema envolvendo o lixão a céu aberto, ao lado do Mar Pequeno, no bairro Vila Margarida, em São Vicente, continua preocupando os moradores. A Prefeitura chegou a garantir que até o fim do mês de novembro o lixão deixaria de existir naquele lugar, mas não é o que se vê. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Além da promessa de remoção do lixão, a Prefeitura de São Vicente também afirmou que o lixo era composto apenas por RCC (resíduos de construção civil) e podas de árvores. Porém, após ter sido questionada pela Reportagem sobre a presença de outros tipos de materiais, como sacolas, espumas de colchão e até móveis, ela voltou atrás e disse também recolher materiais descartados pela população nas ruas da cidade e depositar no próprio lixão. Segundo denúncias de moradores, como o terreno da Prefeitura fica ao lado do Mar Pequeno, o lixo estaria colocando em risco o meio ambiente. Outra reclamação é em relação ao forte cheiro de lixo que já incomoda os moradores. [[legacy_image_316702]] “Eu passo por lá todos os dias e já está ficando insuportável. A montanha de lixo passa do muro e o cheiro incomoda bastante”, conta um morador que não quis se identificar. A Prefeitura foi procurada para falar sobre o não cumprimento do prazo para remover o lixão do terreno, mas ela não respondeu. A Prefeitura também não explicou sobre o motivo do lixo ainda estar presente no terreno, uma vez que o local deve receber equipamentos das obras do Governo do Estado de São Paulo de “Implantação de adutora subaquática no Canal dos Barreiros”, que começaram em 24 de janeiro e deveriam ficar prontas em 360 dias ao custo de R\$ 11,8 milhões. O motivo do lixão ter sido formado próximo à Ponte dos Barreiros, segundo a Prefeitura, é que o terreno para onde o lixo era levado não recebe os dejetos nos finais de semana. Porém, durante os dias da semana, o lixo continuou a aumentar. E também não houve explicação para a mudança. A Sabesp voltou a ser procurada, visto que as obras de implantação de adutora subaquática são coordenadas pela companhia. A estatal foi perguntada se o atraso em remover o lixo do terreno atrapalharia a execução da obra, que já está atrasada. E também foram indagados se há um novo prazo e valores para a conclusão da obra. Em resposta, a empresa disse que a continua aguardando a liberação das áreas, e que a previsão de término dos trabalhos é de 150 dias após essa liberação ser expedida.