Pneus carecas eram um dos problemas relatados por mães de alunos (Reprodução) Um micro-ônibus de transporte escolar para crianças e adolescentes com deficiência em São Vicente foi recolhido para reparos após pais denunciarem más condições de segurança: circulava com pneus carecas e porta fechada com um pedaço de fio, segundo relatos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Silvânia dos Santos, 54 anos, é mãe de um aluno com síndrome de Down de uma escola especial no Parque das Bandeiras. E ela cita outro problema: o veículo não foi substituído. “Se o ônibus ficar um mês, uma semana, 15 dias, dois dias ou dois meses, nós não vamos ter transporte. Nós teremos que levar nossos filhos à escola por conta própria.” Ela acrescenta que, neste ano letivo, o serviço deixou de buscar e deixar os alunos na portas de casa. Agora, pais e responsáveis precisam levar as crianças até a via mais próxima — no caso de Silvânia, três quadras de distância. A mãe diz preferir que o filho não vá à escola a colocá-lo em um veículo “caindo aos pedaços”. Em mensagem enviada no grupo de motoristas, os pais foram informados de que a rota foi “temporariamente suspensa para a realização de manutenção preventiva no veículo” e que o atendimento será retomado quando ele estiver “em plenas condições de uso”. Rosa Lucinda Cavalcanti Coelho, 49 anos, mãe de um estudante de 17 com autismo que demanda suporte, também relata que o ônibus sempre buscou o filho na porta ou na esquina, em todos os endereços onde morou, mas que neste ano a mudança foi feita sem reunião: apenas com a criação de um grupo de mensagens. “No começo do ano, o calor estava muito grande, e o ônibus não tinha ar-condicionado. No ano passado, de novembro a dezembro, tinha uma Sprinter com ar-condicionado. Neste ano, aconteceu isso.” Mislene Cristina, de 38 anos, mãe de um estudante de 15 anos com síndrome de Down, conta que o filho quase não tem ido à escola desde o início do ano. Também critica as más condições dos veículos. “A gente conhece nossos filhos: em um momento de crise, eles podem se levantar, correr e, até, cair. É um risco enorme.” Resposta A Secretaria Municipal de Educação informou que, no dia 7, foi identificado um problema em um ônibus escolar. No dia seguinte, o veículo foi levado ao mecânico. Uma nova revisão seria feita ontem para verificação de possíveis problemas, trocas de peças necessárias e manutenção completa. A secretaria reforçou que a frota de transporte escolar passa por manutenção periódica, para segurança e conforto dos estudantes. “Todos os alunos residentes de áreas com vias acessíveis são embarcados diretamente na porta de suas casas. Caso o aluno resida em área inacessível ou que inviabilize a manobra do veículo”, embarca-se “o estudante próximo à sua residência”.